Obama chega a Dresden para breve visita à Alemanha

Berlim, 4 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou hoje à Alemanha para uma breve visita, que terá como ponto central passagens por Dresden e pelo campo de concentração de Buchenwald, símbolos da Segunda Guerra Mundial e do nazismo.

EFE |

Obama chegou ao aeroporto de Dresden a bordo de seu avião presidencial, o Air Force One, que aterrissou às 20h50 (15h50, Brasília).

Segundo indicou a chanceler, Angela Merkel, a visita de Obama a Dresden e Buchenwald, e depois à Normandia, tem como foco a lembrança da guerra e do nacional-socialismo.

"O campo de concentração de Buchenwald, os campos de batalha do norte da França e a destruição de Dresden são um símbolo exemplar do terrível sofrimento que a Alemanha levou à Europa ao protagonizar o Holocausto e os horrores da Segunda Guerra Mundial", assinalou Merkel em declarações que serão publicadas amanhã no diário "Leipziger Volkszeitung".

A parte oficial dessa visita começará amanhã pela manhã, quando se reunir com Merkel ao museu que abriga a coleção de joias reais mais valiosa da Europa.

A visita a Dresden tem grande carga histórica, como símbolo dos horrores das guerras.

Dresden, capital da Saxônia, é para muitos alemães uma cidade símbolo da Segunda Guerra Mundial, alvo de uma arrasadora operação aliada em fevereiro de 1945, quando o Terceiro Reich já estava praticamente derrotado.

A cidade foi varrida pelas bombas e a igreja de Frauenkirche, que milagrosamente se manteve de pé essa noite, desmoronou no dia seguinte como um castelo de cartas de baralho.

Desde a queda do muro, Dresden foi recuperando sua cara original, com a Frauenkirche como o principal emblema, igreja que fará parte da breve passagem de Obama pela cidade.

De lá, Obama irá para Buchenwald, acompanhado por Merkel e o Prêmio Nobel da Paz Eli Wiesel, um dos sobreviventes desse campo de concentração, no qual se estima que tenham morrido 56 mil pessoas de frio, fome, doenças ou vítimas de experimentos nazistas.

Cerca de 21 mil presos viveram a liberação do campo em 11 de abril de 1945, quando as tropas americanas entraram em Buchenwald.

Entre esses soldados se encontrava Charles Payne, tio-avô de Obama, hoje com 84 anos.

Obama terminará sua visita à Alemanha na base americana de Ramstein, a maior da Europa, e no hospital de Landstuhl, onde recebem tratamento os feridos que diariamente chegam de Afeganistão e Iraque. EFE ih/rr

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