Obama cede a republicanos e muda data de discurso sobre desemprego

Oposição rejeitou plano de presidente de discursar em 7 de setembro por ser mesma data de debate de pré-candidatos republicanos

Reuters |

AP
Obama cumprimeta eleitor enquanto toma sorvete em DeWitt, Iowa, em 16/08
O presidente americano, Barack Obama, concordou na quarta-feira à noite em divulgar as novas propostas para emprego em um pronunciamento no Congresso em 8 de setembro, cedendo à pressão dos republicanos, que se opuseram à data original estabelecida para seu importante discurso.

As muito aguardadas propostas de Obama poderão estabelecer a agenda em Washington para os próximos meses, mas a data que o presidente preferia, de 7 de setembro, tinha um desagradável ar de cunho político para o partido da oposição: os pré-candidatos republicanos à presidência estavam programados para realizar um debate na mesma noite e na mesma hora.

Portanto, iniciou-se uma nova rodada de conflitos entre o presidente democrata e os republicanos no Congresso.

A Casa Branca disse que a data prevista para o debate republicano e o discurso de Obama - anunciada em uma carta aos líderes do Congresso - havia sido uma coincidência. Mas o porta-voz republicano na Câmara dos Deputados, John Boehner, pediu que Obama realizasse seu discurso na quinta-feira em vez de quarta-feira, e a Casa Branca concordou.

Em carta a líderes parlamentares na quarta, Obama disse que, "conforme viajava pelo país neste verão (no Hemisfério Norte) e falava com nossos compatriotas americanos, ouvi uma mensagem consistente: Washington precisa deixar de lado a política e começar a tomar decisões com base no que é melhor para o país, e não no que é melhor para cada um dos nossos partidos, a fim de que a economia cresça e empregos sejam criados".

"É nossa responsabilidade encontrar soluções bipartidárias para ajudar nossa economia a crescer, e, se estamos dispostos a colocar o país à frente dos partidos, estou confiante de que poderemos fazer justamente isso", afirmou Obama na carta.

As suas propostas, afirmou, incluirão medidas que o Congresso poderá aprovar imediatamente para fortalecer as pequenas empresas e "colocar mais dinheiro nos contracheques da classe média e dos americanos trabalhadores", ao mesmo tempo em que reduziriam o déficit.

As medidas devem incluir programas para financiar obras de infraestrutura, para ajudar mutuários em dificuldades, e benefícios tributários para estimular contratações de empregados.

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