Washington, 25 jul (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou uma visita programada a uma base militar de seu país na Alemanha após o Pentágono afirmar que a mesma poderia ser vista como um ato de campanha.

O senador por Illinois tinha planejado uma visita ao hospital militar americano de Landstuhl (Alemanha), no qual estão internados soldados feridos no Iraque, informa a rede "CNN".

Obama ia visitar o hospital depois do discurso que pronunciou na última quinta diante da Coluna da Vitória, em Berlim, e que foi presenciado por cerca de 200 mil pessoas, mas seu comitê de campanha cancelou a viagem após o senador a considerar "inadequada".

No entanto, Robert Gibbs, assessor de Obama, disse hoje à imprensa que o general Scott Gration, que atualmente faz parte da equipe de campanha do senador democrata, recebeu no início da semana uma ligação de funcionários do Pentágono que apresentaram a ele suas dúvidas sobre esta visita.

O Departamento de Defesa se referiu ao fato de que o candidato democrata ia usar o avião de sua campanha para viajar para Landstuhl e que seus assessores iam lhe acompanhar.

Após conversar com Gration, o comitê de campanha de Obama decidiu cancelar a visita ao hospital.

Gibbs afirmou que o senador "se sente confortável" com esta decisão, pois não queria que as tropas fizessem parte de um ato de sua campanha eleitoral.

O cancelamento desta viagem de Obama foi criticado pelo comitê de campanha de seu rival republicano, John McCain, cujo porta-voz, Brian Rogers, disse que "nunca é inadequado visitar" os "homens e mulheres militares" dos EUA O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, explicou hoje a jornalistas que o Departamento de Defesa não disse explicitamente que Obama não devia visitar a base militar, mas que não sabia se ao realizar isto estaria em seu papel de candidato presidencial ou de senador.

"Temos certas regras para campanhas políticas e eleições e sobre o que é apropriado ou não nestas situações. Entretanto, o Pentágono não disse ao senador que não pode visitar Landstuhl", declarou Whitman.

O porta-voz esclareceu que geralmente o Exército "tenta não se envolver em campanhas políticas e pronunciar um discurso de campanha em uma instalação militar é algo que não seria apropriado".

Já a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que desconhece os detalhes deste assunto. EFE cae/fal

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