Obama assume culpa por falha em segurança e exige reformas

Por Matt Spetalnick e Steve Holland WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, assumiu nesta quinta-feira a responsabilidade pelas falhas na segurança, que permitiram um atentado frustrado contra um avião no dia do Natal, e exigiu reformas para que ataques futuros sejam evitados.

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Obama explicou as medidas, que incluem reforçar a vistoria dos passageiros e ampliar a lista de terrorismo, enquanto a Casa Branca divulgava um comunicado com o que deu errado e que permitiu que um nigeriano quase conseguisse explodir um voo que vinha de Amsterdã em direção a Detroit em 25 de dezembro.

Obama novamente buscou garantir aos norte-americanos que estava fazendo o possível para consertar as falhas na inteligência e aumentar a segurança a fim de evitar ataques futuros.

"Estou menos interessado em repassar a culpa do que em aprender com ela e corrigir esses erros para que nós fiquemos mais seguros. Porque no fim, a responsabilidade é minha", disse Obama na Casa Branca.

"Como presidente, tenho a solene responsabilidade de proteger nossa nação e nosso povo, e quando o sistema falha, a responsabilidade é minha".

Falando aos norte-americanos sobre o quase desastre pela segunda vez em três dias, Obama disse que estava ordenando a implementação de uma série de reformas para cobrir os buracos na segurança, expostos pela tentativa de explosão, incluindo a ampliação da inteligência e o maior uso da tecnologia de escaneamento nos aeroportos.

O relatório da Casa Branca detalhava as descobertas iniciais sobre o ataque frustrado ao avião, que as autoridades atribuíram a Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, que foi ligado a um ramo da Al Qaeda baseado no Iêmen.

Segundo o documento da Casa Branca, a inteligência norte-americana falhou ao não dedicar recursos suficientes para lidar com a ameaça da Al Qaeda na Península Arábica. Ainda, o governo dos EUA tinha informação suficiente para potencialmente evitar a tentativa de atentado.

Embora o nome de Abdulmutallab estivesse em um banco de dados da inteligência, esse detalhe não foi descoberto antes que ele embarcasse no avião que o levou a Detroit, disse o documento.

Ao divulgar o relatório, Obama pode estar tentando não apenas amenizar os temores da população, mas também minimizar os danos políticos ao seu governo antes das audiências do comitê do Congresso sobre o atentado.

Os republicanos vêm tentando pintar o presidente democrata como fraco em questões de segurança nacional, esperando ganhar pontos na eleição no meio de seu mandato.

Uma das recomendações da Casa Branca divulgadas nesta quinta-feira foi a de que o Departamento de Estado dos EUA revisse a maneira como emitem e revogam vistos.

A secretária de Segurança Interna norte-americana, Janet Napolitano, disse que viajará à Espanha neste mês para se encontrar com seus homólogos internacionais e tentar buscar medidas mais eficientes para a aviação mundial.

Ela também declarou a repórteres que os EUA devem instalar 300 scanners avançados adicionais nos aeroportos do país neste ano.

(Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky)

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