Obama assina lei que amplia cobertura médica infantil

Washington, 4 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou hoje uma lei que amplia a cobertura médica infantil, o que afirmou que representa uma antecipação da ambiciosa reforma que planeja para o setor da Saúde.

EFE |

Com esta lei, "cumprimos uma das maiores responsabilidades que temos, garantir a saúde e o bem-estar das crianças de nosso país", afirmou Obama em cerimônia no Salão Leste da Casa Branca.

A medida que entra em vigor com sua assinatura abrangerá quatro milhões de crianças além dos sete milhões que já protegia e, pela primeira vez, permitirá também que sejam beneficiados os filhos dos imigrantes legais.

A nova lei é "uma antecipação em meu compromisso de dar cobertura a cada americano. E só é um componente de um esforço muito mais amplo para finalmente levar nosso sistema de saúde ao século XXI", afirmou o líder americano.

"Não será fácil, e não acontecerá tudo imediatamente. Mas a lei que assinei hoje é um primeiro passo imprescindível", lembrou.

A lei, com um custo de US$ 32 bilhões, estende o programa federal de cobertura durante outros quatro anos e meio, e será financiada através de uma alta dos impostos sobre o tabaco.

Este é o segundo projeto de lei promulgado desde que chegou à Casa Branca, em 20 de janeiro. Na semana passada, já assinou uma lei sobre a igualdade salarial para as mulheres.

A aprovação desta lei representa uma vitória para Obama e suas promessas de reforma de saúde, e uma notícia muito bem-vinda na Casa Branca, após o revés sofrido na terça-feira com a renúncia de seu candidato à Secretaria de Saúde, Tom Daschle.

Daschle, que também supervisionaria na Casa Branca o processo de reforma sanitária, retirou sua candidatura depois que veio a público que pagou mais de US$ 128 mil em impostos atrasados.

Sua renúncia adia os planos da Casa Branca, que pensava em fazer desta reforma uma de suas prioridades nos primeiros meses de mandato e que agora se vê obrigada a começar a busca de um novo nome, ou talvez dois, se decide desmembrar as funções que Daschle teria. EFE mv/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG