Obama articula aprovação de pacote fiscal no Congresso

Por David Alexander e Jeremy Pelofsky WASHINGTON (Reuters) - O presidente-eleito dos EUA, Barack Obama, pressionou na segunda-feira os líderes parlamentares a aprovar um enorme pacote de gastos públicos e redução de impostos, em meio a sinais de que essas medidas, essenciais para o seu plano de estímulo econômico, podem sofrer atrasos.

Reuters |

"Estamos num ponto muito difícil", disse Obama a jornalistas após uma reunião com assessores. "A situação é ruim. A situação está piorando."

Obama disse que pretende sancionar a lei relativa ao pacote econômico -- estimado agora em cerca de 775 bilhões de dólares durante dois anos -- logo após a posse, no dia 20.

Na segunda-feira, ele se empenhou pessoalmente na aprovação, reunindo-se com os principais dirigentes parlamentares para buscar apoio bipartidário ao projeto, que está sendo questionado por republicanos.

"Está claro que temos de agir, e temos de agir agora para tratar da crise e quebrar o impulso da recessão, ou os próximos anos podem ser dramaticamente piores", disse ele.

Obama antes se reunira com a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, e disse que os novos dados de emprego a serem divulgados nesta semana provavelmente irão reforçar a necessidade de uma ação urgente.

A atual recessão norte-americana começou em dezembro de 2007 e, segundo pesquisa Reuters, os economistas prevêem que na sexta- feira o Departamento do Trabalho divulgue o fechamento de 500 mil vagas, o que elevaria a cerca de 2,5 milhões o total de postos de trabalho perdidos em 2008.

O novo Congresso, que toma posse na terça-feira, deve ter o pacote econômico como prioridade na sua pauta inicial.

Os democratas esperavam que Obama sancionasse o pacote de estímulo já no seu primeiro dia de governo, mas agora admitem meados de fevereiro como uma data mais provável, devido à necessidade de buscar apoio bipartidário, especialmente no Senado.

Os republicanos, que foram contra as iniciativas do governo para salvar os setores financeiro e automotivo, temem que o pacote de Obama abra caminho para uma nova era de gastos públicos descontrolados.

Mas, depois da derrota eleitoral de novembro, eles devem sofrer uma forte pressão para negociar com Obama e aprovar o pacote.

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