Obama apresenta novo plano para estimular reforma da saúde

Por John Whitesides e Patricia Zengerle WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenta nesta segunda-feira dar novo impulso à sua reforma da saúde, com um plano para tornar mais acessível a cobertura dos planos de saúde.

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Obama irá promover a proposta em uma cúpula bipartidária da saúde, na quinta-feira na Casa Branca, tentando assim superar o impasse do Congresso em torno do tema. A reforma deveria estender a cobertura a dezenas de milhões de norte-americanos, além de ampliar a regulamentação do governo sobre o setor, inclusive em termos de aumentos de preços.

"Vimos isso como o lance de abertura para a reunião da saúde", disse Dan Pfeiffer, diretor de comunicações da Casa Branca. "Tomara que isso mova o processo adiante."

Mas a oposição republicana disse que se trata de uma versão requentada dos impopulares projetos de saúde aprovados no ano passado pela Câmara e o Senado.

"A cúpula desta semana claramente tem todas as marcas de um infomercial democrata para a continuidade de um rumo partidário que depende de mais acordos e truques de bastidores", disse o líder republicano na Câmara, John Boehner.

A Casa Branca disse, no entanto, que com o novo plano será mais fácil superar a objeção republicana se for necessário, num processo que exigiria apenas a maioria simples entre os 100 senadores, e não a maioria qualificada de 60 votos, usada para derrubar obstruções regimentais.

Pfeiffer disse que ainda não foi tomada a decisão de seguir esse procedimento parlamentar, mas que o presidente acha que "o povo merece uma votação do tipo sim ou não a respeito da reforma da saúde."

As ações dos planos de saúde superaram a hesitação inicial em relação ao plano. O índice do Morgan Stanley para o setor tinha alta de 1,4 por cento durante a manhã, puxado por um anúncio feito na sexta-feira sobre os índices de reembolso do programa público de saúde Medicare em 2011.

A nova proposta, baseada no projeto do Senado, custaria 950 bilhões de dólares ao governo ao longo de dez anos --o plano do Senado falava em 871 bilhões-- e reduziria o déficit do setor em cerca de 100 bilhões de dólares nesse período, segundo estimativas da Casa Branca.

O plano altera vários artigos aprovados no Senado, para tentar atrair o apoio de democratas hesitantes, mas não incorpora as ideias republicanas para limitar ações judiciais contra erros médicos, um ponto importante das propostas da oposição.

(Reportagem adicional de Susan Heavey, Donna Smith e Jeff Mason)

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