O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou nesta segunda-feira uma nova versão do plano de reforma de saúde, que permitiria dar cobertura a 31 milhões de americanos a mais e limitar o aumento dos gastos.

Em teleconferência, funcionários da Casa Branca indicaram que a medida busca, entre outras coisas, reduzir o custo do seguro de saúde para famílias e pequenas empresas, o que facilitará que 31 milhões de americanos possam ter um plano de saúde.

Atualmente, a reforma está estagnada no Congresso. Para levá-la adiante, as duas câmaras devem fundir seus respectivos projetos de lei, processo que está parado desde que os democratas perderam a maioria absoluta no Senado, no mês passado.

A proposta de Obama, que o presidente deve explicar nesta segunda-feira aos governadores do país em um encontro na Casa Branca, procura unir os dois projetos de lei, apesar de utilizar como base a versão do Senado.

A iniciativa estabelece um novo mercado de seguros médicos, que permitirá tornar mais fácil, segundo a Casa Branca, o acesso a planos de qualidade e aumentará a regulação sobre os custos.

Como incluem as propostas do Senado e da Câmara de Representantes, a medida de Obama proíbe que as empresas seguradoras possam negar cobertura a uma pessoa doente antes de assinar o plano.

A proposta de Obama não inclui, como fazia o projeto de lei da Câmara de Representantes, uma 'opção pública', um seguro médico oferecido pelo governo que concorreria com as seguradoras privadas.

Segundo a Casa Branca, a medida permitirá reduzir o déficit fiscal em US$ 100 bilhões em dez anos, e em cerca de US$ 1 trilhão em sua segunda década, ao cortar a despesa do governo em saúde e controlar abusos e fraudes.

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