Obama apresenta nova estratégia nuclear

Washington, 6 abr (EFE).- O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou hoje que a nova estratégia nuclear que o seu Governo apresentou representa um passo significativo para tornar realidade sua proposta de um futuro sem armas nucleares.

EFE |

Em comunicado após a publicação da Revisão da Postura Nuclear, um relatório emitido a cada novo mandato presidencial por ordem do Congresso dos Estados Unidos, Obama afirmou que a nova estratégia reconhece que a maior ameaça "já não é intercâmbio nuclear entre os países, mas o terrorismo nuclear e a proliferação a um número cada vez maior de Estados".

A nova política, explicou o presidente americano, está desenhada para "manter um mecanismo dissuasório nuclear seguro e efetivo (...) enquanto existirem armas nucleares".

Ao mesmo tempo, se reduz "o papel das armas nucleares em nossa estratégia de segurança nacional", acrescentou. Pela primeira vez, ressalta, "evitar a proliferação e o terrorismo nuclear se encontra em primeiro lugar na agenda atômica americana".

Obama lembrou que na próxima semana Washington deve receber uma cúpula sobre segurança nuclear com a participação de 47 países. A reunião pretende incentivar passos concretos que permitam garantir a segurança de todos os materiais nucleares no mundo nos próximos quatro anos.

No próximo mês também será realizada uma conferência na sede das Nações Unidas em Nova York para revisar o Tratado de Não-Proliferação. "Trabalharemos com a comunidade internacional para fortalecer o regime global contra a não-proliferação e assegurar que todos os países cumprem suas responsabilidades", afirmou Obama.

A nova estratégia nuclear americana estabelece, entre outras coisas, que os Estados Unidos deixará de ameaçar ou atacar com armas nucleares os países que respeitem seus compromissos dentro do Tratado de Não-Proliferação (TNP).

A decisão se estende inclusive se esses países atacarem os EUA com armas químicas ou biológicas, apesar de Washington reservar o direito de modificar essa política conforme o crescimento do "potencial catastrófico" desses possíveis ataques.

Em qualquer caso, os EUA responderiam com "força militar convencional devastadora" a qualquer possível ataque com armas químicas ou biológicas.

No caso dos países que não respeitem o TNP, o país prevê "uma reduzida gama de circunstâncias nas quais as armas nucleares podem ter um papel".

Devido às ameaças que esses países possam representar os EUA não estão dispostos a se comprometer a utilizar "exclusivamente" seu arsenal atômico em caso de um ataque nuclear por parte de outro país, como esperavam alguns setores progressistas.

Sim, ressalta o relatório, "trabalharemos para estabelecer as condições nas quais se possa adotar com segurança essa política" no futuro. EFE mv/pb No caso dos países que não respeitem o TNP, o país prevê "uma reduzida gama de circunstâncias nas quais as armas nucleares podem ter um papel".

Devido às ameaças que esses países possam representar, os EUA não estão dispostos a se comprometer a utilizar "exclusivamente" seu arsenal atômico em caso de um ataque nuclear por parte de outro país, como esperavam alguns setores progressistas.

Sim, ressalta o relatório, "trabalharemos para estabelecer as condições nas quais se possa adotar com segurança essa política" no futuro. EFE mv/pb

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