Obama apresenta estratégia para livrar mundo de armas nucleares

PRAGA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou neste domingo a sua visão e a sua estratégia para livrar o mundo das armas nucleares, prometendo envolver todos os países com armas atômicas num processo de redução de arsenais. Num discurso que ganhou mais importância por causa do lançamento horas antes de um foguete pela Coreia do Norte, Obama deixou claro que os Estados Unidos vão levar adiante os planos para construir na Europa um sistema de defesa contra mísseis.

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Ele afirmou, porém, que o principal motivo para o escudo deixará de existir se a ameaça nuclear que vem do Irã acabar.

Em visita à capital tcheca num giro que marca a sua estréia como presidente no cenário internacional, Obama se comprometeu a reduzir o arsenal norte-americano, implementando o tratado contra testes e buscando penalidades duras para os países que quebrarem as regras da não-proliferação.

"Os Estados Unidos vão dar passos concretos em direção a um mundo sem armas nucleares", afirmou ele para um público de 20 mil animadas pessoas em Praga.

"Para colocar um fim na maneira de pensar da Guerra Fria, vamos reduzir o papel das armas nucleares na nossa estratégia de segurança nacional e vamos cobrar dos outros o mesmo", disse Obama. "Eu vou procurar incluir todos os estados com armas nucleares nessa empreitada", acrescentou.

Referindo-se à Coreia do Norte, o presidente afirmou que o regime comunista deveria ser punido por ter lançado um foguete.

A ação da Coreia do Norte é o problema mais sério em política internacional que Obama enfrenta desde que assumiu a Casa Branca.

A República Tcheca é um dos dois lugares do Leste Europeu designados para receber o escudo contra mísseis planejado pelos Estados Unidos. O projeto irrita os russos. O governo Obama tem sido menos enfático do que a administração George W. Bush no apoio ao plano, mas o mantém vivo.

No discurso de domingo, sobre o Irã, Obama afirmou que o país tem uma "escolha clara" a fazer: suspende a sua atividade nuclear ou enfrenta o isolamento internacional.

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