Obama aposta em estímulo econômico e cautela fiscal contra crise

Macarena Vidal. Washington, 25 nov (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que tentará combinar medidas para dar novo viço à já desgastada economia americana com uma política fiscal mais cautelosa, de modo a não permitir que o déficit dispare.

EFE |

Obama, que ofereceu hoje sua segunda coletiva de imprensa em dois dias sobre economia, anunciou novos nomes para sua equipe econômica.

Desde a vitória nas eleições do 4 de novembro, o presidente eleito assegurou que fazer frente à crise seria sua prioridade desde o primeiro momento.

E, já a partir de agora, o tema está se tornando o principal de seus preparativos durante o período de transição.

Na coletiva de hoje, em Chicago, Obama anunciou a nomeação de Peter Orszag, até agora diretor do Escritório de Orçamento do Congresso, como diretor do Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca.

À frente deste escritório, Orszag terá que fazer uma completa revisão dos programas de despesas federais. Para "eliminar os que não necessitamos e assegurar que os que realmente necessitamos operem de maneira eficiente do ponto de vista econômico", disse Obama.

Segundo Obama, diante dos problemas econômicos vividos no país, "a reforma orçamentária não é algo que possa ser escolhido. É uma necessidade", afirmou.

Orszag terá como seu imediato Robert Nabors, que até agora trabalhava na Comissão Orçamentária da Câmara dos Representantes.

O anúncio dessas nomeações acontece depois que Obama divulgasse formalmente, nesta segunda-feira, os nomes de seu secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e do presidente do Conselho Econômico Nacional, Larry Summers.

A eles se juntam Christina Romer, uma economista da Universidade da Califórnia em Berkeley, que será a diretora da equipe de analistas econômicos que assessora à Casa Branca, e Melody Barnes, diretora do Conselho de Política Interna.

Segundo afirmou hoje Obama, sua intenção é criar "uma equipe de primeira classe" que tenha "bom senso e inteligência", de modo que possa ser eficiente desde o primeiro dia.

"Pedirei a minha equipe econômica que pense e atue com originalidade", comentou o presidente eleito, que assumirá o poder no próximo dia 20 de janeiro.

"Acho que o que os americanos querem mais que nada é um Governo que tenha bom senso e seja inteligente. Não querem ideologia, não querem brigas internas", frisou.

Nos próximos dias, ele anunciará novas nomeações que completem sua equipe econômica, entre os que pode estar, segundo a imprensa americana, o hispânico Bill Richardson, atual governador do Novo México, como secretário de Comércio.

Uma das prioridades do novo Governo, conforme deixou claro Obama, será elaborar um conjunto de medidas de estímulo econômico, cujo custo pode oscilar entre US$ 500 e US$ 700 bilhões em dois anos, muito acima dos US$ 175 bilhões mencionados durante sua campanha eleitoral.

Com essas medidas, o presidente eleito pretende criar 2,5 milhões de empregos.

"Vamos ter que dar uma sacudida na economia para que comece a reagir, mas temos que ter certeza que esses investimentos serão feitos com bom senso. Temos que estar certos de que não desperdiçaremos dinheiro", explicou o próximo presidente americano.

As propostas de Obama não deixam de representar um desafio. Por um lado, ele precisa estimular uma economia claramente abalada. Por outro, começa já com um grande déficit fiscal que teria, em um conjunto de medidas de estímulo, um novo peso a carregar. EFE mv/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG