Obama apóia escudo antimísseis sob condições, diz assessor

VARSÓVIA (Reuters) - A Polônia afirmou neste sábado que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que continuará com o projeto de um escudo antimísseis no Leste Europeu, mas um assessor de Obama disse em Washington que ele não se comprometeu a colocar o sistema na região. A Polônia e a vizinha República Checa concordaram em abrigar partes da rede de defesa dos EUA, projetada para proteção contra ataques de mísseis efetuados pelo que o governo norte-americano qualifica como Estados párias.

Reuters |

A Rússia se opõe ao esquema e anunciou na sexta-feira planos de instalar defesas próprias contra mísseis em sua região mais ocidental, Kaliningrado, em resposta.

Um comunicado colocado no website da presidência da Polônia, divulgado depois de uma conversa telefônica na sexta-feira entre Obama e o presidente polonês, Lech Kaczynski, diz: "Ele (Obama) afirmou que o projeto de escudo antimísseis será mantido."

Mas um conselheiro sênior de Obama na área de política externa deu outra explicação sobre o que o presidente eleito teria dito em sua conversa com o presidente polonês. "O presidente Kaczynski levantou a questão da defesa antimísseis, mas o presidente eleito Obama não expressou nenhum comprometimento sobre isso," disse à Reuters Denis McDonough.

"Sua posição é a mesma de todo o período da campanha (eleitoral) - que ele apóia a instalação de um sistema de defesa antimísseis quando ficar comprovado que a tecnologia é viável," acrescentou o conselheiro.

(Reportagem de Rob Strybel)

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