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Obama apela por fim da violência no Irã

WASHINGTON - Depois de mais um dia de confrontos entre polícia e manifestantes no Irã, o presidente dos Estados Unidos fez um apelo ao governo iraniano no sábado pelo fim de qualquer ação injusta contra o seu próprio povo.

BBC Brasil |

Testemunhas afirmaram que nos protestos de sábado, as forças de segurança deram tiros e usaram cacetetes contra os manifestantes que desafiaram a proibição imposta pelo líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Obama afirmou que os líderes do Irã deveriam "governar por consenso, não coerção".

Desde as eleições presidenciais há mais de uma semana, o candidato derrotado à Presidência Mir Hossein Mousavi vem afirmando que o pleito tem que ser anulado por causa de supostas fraudes. Na sexta-feira, entretanto, o aiatolá Khamenei afirmou que os protestos deveriam ser interrompidos e que a reeleição de Mahmud Ahmadinejad foi legítima.

O presidente Obama divulgou uma nota afirmando que "os direitos universais de assembleia e livre expressão têm que ser respeitados, e os Estados Unidos apoiam todos aqueles que tentam exercer esses direitos".

Foi o segundo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos sobre a crise no Irã. Na sexta-feira, ele afirmara que " o mundo está observando " os desdobramentos no País. No entanto, Obama vem sendo alvo de críticas dos que defendem declarações mais incisivas contra o governo iraniano.

Desafio ao aiatolá

Milhares de pessoas enfrentaram a proibição do aiatolá Khamenei e a polícia e voltaram às ruas da capital, Teerã, neste sábado. A polícia iraniana usou canhões de água, cacetetes e gás lacrimogêneo para dispersar grupos de manifestantes, de acordo com testemunhas.

Um correspondente da BBC na praça Enghelab, em Teerã, disse ter visto uma pessoa levar um tiro e outras pessoas serem feridas em um confronto entre manifestantes e autoridades. Além da polícia militar, participa da operação a milícia Basij, um grupo paramilitar que apóia a Revolução Islâmica.

Segundo a agência de notícias "Associated Press", 3 mil pessoas protestaram na praça de Enghelab, entoando cantos de "Morte à ditadura". A agência "Reuters" noticiou que simpatizantes do candidato derrotado Mousavi teriam incendiado um prédio no sul de Teerã usado por apoiadores do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Os manifestantes protestam contra supostas fraudes na eleição do dia 12 de junho, que reelegeu Ahmadinejad, com 63% dos votos.

Uma testemunha disse à agência de notícias "AFP" ter visto um policial agredindo pessoas que estavam tentando ir ao local. Outra testemunha disse à "AFP" ter visto cerca de mil pessoas em frente à Universidade de Teerã, que fica próxima à Enghelab.

Duas agências iranianas de notícias afirmaram que duas pessoas ficaram feridas na explosão de uma bomba próximo ao templo em homenagem ao aiatolá Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.

Ainda não há confirmação de outras agências de notícias. O correspondente da BBC afirmou que não há indícios de que esta informação seja correta. O trabalho da imprensa tem sido restringido por medidas adotadas pelo governo do Irã, o que dificulta a checagem de informações.

Vídeo é divulgado por manifestantes no YouTube:

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