Obama anuncia plano pra tentar frear a crise econômica

O candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira em um comício no Estado de Ohio o que ele classificou como um plano econômico de resgate da classe média. O senador por Illinois anunciou uma série de medidas caso ele seja eleito presidente, entre elas, isenções em impostos para empresas que criem empregos e moratória na execução de dívidas imobiliárias.

BBC Brasil |

Ele afirmou que vai suspender por 90 dias a execução de títulos de hipotecas de alguns bancos e vai dar US$ 3 mil em isenção de impostos para cada emprego criado por algumas empresas.

Ele também se comprometeu a permitir que as pessoas retirem 15% (ou US$ 10 mil) de seus planos de pensão sem taxas e a criar um fundo federal para empréstimos para governos estaduais e municipais.

"Este é um plano que começa com uma palavra que está na mente de todos: emprego", disse Obama no comício.

Pesquisas
Desde o início da crise econômica, Obama viu sua vantagem nas pesquisas aumentar em relação ao seu oponente, o republicano John McCain.

De acordo com uma pesquisa da rede ABC News e do jornal Washington Post, Obama tem 53% da preferência do eleitorado, enquanto McCain tem 43%.

Entre os eleitores que consideram a economia o assunto mais importante das eleições, 62% dizem que votarão em Obama, enquanto apenas 33% preferem McCain.

Apesar da desvantagem o senador republicano John McCain desdenhou as pesquisas durante eventos de campanha no Estado de Virgínia.

"Estamos apenas seis pontos abaixo", disse a apoiadores
"A mídia nacional nos deprecia, mas eles se esquecem de deixar vocês decidirem".

McCain não anunciou nenhuma proposta para a economia nesta segunda-feira, apesar de um de seus assessores ter sugerido que ele iria propor uma redução nas taxas sobre ganhos de capital.

Os assessores do republicano afirmam agora que nenhum plano do tipo será anunciado até o final desta semana.

O candidato republicano, no entanto, reiterou seu plano de que o "governo compre ativos podres", anunciado por ele no último debate presidencial, semana pasada.

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