Obama anuncia novas medidas para ajudar americanos a economizar

Washington, 5 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou hoje novas medidas para facilitar a economia dos americanos, como simplificar os trâmites para que as pequenas empresas ofereçam planos de previdência a seus funcionários.

EFE |

As novas iniciativas permitirão também que os trabalhadores utilizem o dinheiro das férias para planos de aposentadoria e tornará mais fácil o procedimento para que destinem, se assim quiserem, o valor de parte ou todas suas devoluções fiscais às contas de poupança.

O presidente lembrou, durante seu discurso semanal por rádio, a "dolorosa conta" que a crise passou aos poupadores, ao destruir o equivalente a US$ 2 bilhões de suas contas de aposentadoria, devido à queda das bolsas de valores.

Grande parte dos trabalhadores americanos tem planos de aposentadoria privados conhecidos como 401k, que são oferecidos através das empresas e permitem aos empregados fazer uma contribuição periódica livre de impostos, que às vezes a companhia iguala.

O dinheiro desses planos está investido nos mercados e serve para que os empregados complementem a insuficiente previdência pública oferecida pelo Governo aos trabalhadores aposentados que contribuíram.

Obama insistiu, de qualquer forma, em que mesmo antes da recessão a taxa de poupança no país era zero, e o endividamento não parava de crescer.

Afirmou que "muitos simplesmente lutavam para se manter flutuando com renda estagnada ou decrescente, e poucos trabalhos disponíveis".

O presidente americano especificou que também houve os que gastaram "além de suas possibilidades", assim como, em linhas gerais, dezenas de milhões de famílias, por diversas razões, não conseguiram destinar parte de seu dinheiro à aposentadoria.

"A metade dos americanos não tem acesso a um plano de aposentadoria e menos de 10% dos que não têm um programa no trabalho tem um individual", afirmou o presidente, que afirmou que este caminho é insustentável.

Afirmou que os Estados Unidos não podem retornar a uma economia baseada em receita inflada, nem aos ciclos de bolhas especulativas e dolorosos estouros, "um sistema que põe os interesses do curto prazo acima dos do longo prazo".

"Precisamos reviver esta economia e reconstruí-la mais forte que antes", explicou, acrescentando que assegurar que os americanos tenham "oportunidade e incentivo" para economizar é uma parte "fundamental" desse esforço. EFE tb/an

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