Obama anuncia nova estratégia e envio de mais 4 mil soldados ao Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira o envio de mais 4 mil soldados ao Afeganistão. Os militares vão treinar forças afegãs, como parte de uma nova estratégia norte-americana para destruir refúgios da Al-Qaeda e conter a insurgência do Taleban.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Obama anuncia plano ao lado de Hillary Clinton e Robert Gates
Obama anuncia plano ao lado
de Hillary Clinton e Robert Gates

Pelo plano, os 4 mil instrutores militares irão se incorporar à força afegã, enquanto centenas de funcionários civis dos EUA irão reforçar os programas de reconstrução e desenvolvimento.

Segundo Obama, o objetivo é coordenar o trabalho das forças americanas e afegãs para que, eventualmente, a segurança do Afeganistão fique a cargo do próprio país e os soldados americanos possam voltar para casa.

Os instrutores são um contingente adicional aos 17 mil soldados que Obama já determinou que sejam enviados ao Afeganistão para ajudar a estabilizar o país antes da eleição presidencial, que acontece em agosto. Os Estados Unidos já têm 38 mil soldados no país.

Obama, que criticou seu antecessor George W. Bush por ter priorizado a guerra do Iraque à do Afeganistão, determinou uma revisão da estratégia no Afeganistão logo depois da sua posse, em 20 de janeiro.

Ao anunciar seu plano, ele afirmou que a situação no Afeganistão é "cada vez mais perigosa" e que a Al-Qaeda continua planejando ataques contra os Estados Unidos. "A fronteira entre Afeganistão e Paquistão é o lugar mais perigoso do mundo para os americanos", disse.

Paquistão

A estratégia anunciada pelo presidente nesta sexta-feira coloca o Afeganistão e o Paquistão como um objetivo comum das tropas americanas na região. "O futuro do Afeganistão está ligado ao do Paquistão", disse Obama, lembrando que militantes afegãos se refugiam no país vizinho.

Obama afirmou que os EUA "tem muito respeito pelo povo paquistanês". "A Al-Qaeda e seus aliados extremistas são uma ameaça para o futuro dos paquistaneses, e por isso precisamos trabalhar juntos", explicou. "O Paquistão precisa da nossa ajuda para combater os terroristas".

Apesar da mensagem de conciliação, o presidente afirmou que não vai dar um "cheque em branco" para o governo paquistanês. "Eles precisam mostrar que querem trabalhar conosco", afirmou, ressaltando a importância de estreitar laços diplomáticos com o país.

"Não vamos vencer apenas com bombas", disse ele, pedindo que o Congresso aprove uma lei permitindo que os Estados Unidos invistam US$ 7,5 bilhões no Paquistão nos próximos cinco anos. "Se não investirmos no futuro dos afegãos e paquistaneses, vamos perder".

O presidente dos Estados Unidos afirmou, ainda, que vai pedir a países aliados que também "façam mais" pelo Afeganistão, não apenas enviando mais soldados, mas ajudando no treinamento das forças afegãs, apoiando as eleições do país e mostrando "maior comprometimento" com a população.

Horas depois do anúncio, a agência estatal de notícias de Islamabad, a APP, informou que o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, saudou a estratégia de Obama. "Para o presidente Zardari, o discurso de Obama vai fortalecer ainda mais os laços de amizade entre os dois países", afirmou a agência.

(Com informações de Reuters, BBC e AP)

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