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Obama anuncia medidas para era de transparência

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira que a transparência e o respeito à lei serão os marcos de sua Presidência e assinou suas primeiras ordens executivas, que contêm medidas nesse sentido. Entre as medidas que o novo presidente dos Estados Unidos anunciou como emblemáticas do que chamou de nova era em Washington estão uma maior abertura ao comunicar as decisões do governo e a imposição de limites às atividades de lobistas.

Redação com agências internacionais |


Segundo Obama, as medidas "marcam o começo de uma nova era de transparência" os Estados Unidos. "Espero que façam algo para tornar este governo mais confiável para o povo americano nos dias, semanas, meses e anos que virão", disse.

O novo presidente americano anunciou também o congelamento dos salários de representantes do alto escalão de sua administração.

A imprensa americana disse que a decisão deverá ter impacto nos salários daqueles que ganham mais de US$ 100 mil anuais, como o chefe de gabinete, o assessor de Segurança Nacional e o porta-voz.

De acordo com o presidente, o congelamento é necessário, uma vez que a crise econômica está fazendo com que famílias americanas ''apertem os cintos''. E ele acrescentou que o momento exige que os servidores públicos mostrem seu comprometimento com as boas práticas administrativas.

Sem segredos

De acordo com o presidente, ''por muito tempo houve segredos demais nessa cidade (Washington)''. Para ele, só porque o governo dos Estados Unidos tem a prerrogativa legal de impedir que determinadas informações sejam divulgadas, isso não significa que seja sempre necessário fazer uso disso.

Obama afirmou que os limites estabelecidos por ele às atividades de lobistas em sua gestão serão os mais rígidos já adotados por um presidente dos Estados Unidos. Funcionários do governo Obama estão proibidos, por exemplo, de aceitar presentes e doações oferecidos por lobistas.

O presidente disse também que representantes do governo federal terão de se comprometer por escrito com os novos procedimentos éticos estabelecidos por ele.

Guantánamo

Um juiz militar aprovou nesta quarta-feira o requerimento de suspensão dos julgamentos dos presos mantidos na prisão da Base Naval de Guantánamo, localizada em território cubano, solicitada pela administração do presidente Barack Obama. Obama fez o pedido através de promotores, em uma de suas primeiras medidas na Casa Branca.

A Procuradoria militar dos Estados Unidos pediu na terça-feira a suspensão durante quatro meses dos julgamentos dos detidos em Guantánamo. O pedido foi feito horas antes do início das audiências de cinco acusados de terem ligações com os atentados de 11 de setembro de 2001.

No documento de duas páginas, o governo afirma que os interesses da justiça serão contemplados com a imediata suspensão dos julgamentos. Foi solicitado um adiamento de 120 dias nas audiências.

Segundo o documento, o adiamento permitirá que o presidente e seu governo tenham tempo para revisar o processo das comissões militares .

Assista à reportagem sobre a posse de Obama:

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