Obama analisa com Merkel e Steinmeier conflitos internacionais

Berlim, 24 jul (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou hoje separadamente com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, sobre a situação nos focos de conflito internacionais.

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Segundo os anfitriões, essas crises ainda estão "abertas e são profundas".

Embora não tenha havido declarações conjuntas nem após a reunião com Merkel nem depois do encontro com Steinmeier, o porta-voz do Governo alemão, Ulrich Wilhelm, e o próprio ministro relataram os encontros com Obama.

Wilhelm explicou que Merkel e Obama tiveram um diálogo "aberto e profundo em um ambiente bom" de uma hora de duração na qual conversaram sobre os "focos de conflito internacionais" e analisaram a disputa nuclear com o Irã, a situação do Afeganistão e Paquistão e o processo de paz no Oriente Médio.

Steinmeier disse que em sua reunião ficou patente a coincidência de opiniões que tem com Obama na análise dos conflitos internacionais e da política externa em geral.

"Voltei a constatar nesta conversa que nossa cooperação em lugar de confronto também é seu objetivo em política externa", disse Steinmeier após se despedir de seu convidado.

O ministro alemão explicou que os dois concordaram que em um mundo que busca uma nova ordem, Europa e Estados Unidos podem, "e a meu julgamento devem", agir juntos.

A visita terminará esta tarde com um discurso perante a Coluna da Vitória, na Avenida 17 de Junho, no centro de Berlim, no qual se espera que Obama exponha suas idéias sobre o futuro das relações transatlânticas.

A viagem de Obama a Berlim pôs em xeque a Polícia, pois, apesar de não ter oficialmente o status de chefe de Estado ou de Governo, o dispositivo de segurança é similar.

Obama ainda deve se reunir com o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, antes de seu discurso.

A viagem que queria realizar amanhã à base militar americana de Ramstein, no estado federado da Renânia-Palatinado, foi cancelada.

Um porta-voz da base se limitou a dizer que o cancelamento não aconteceu por problemas de segurança. EFE ih/wr/db

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