Obama alerta Coreia do Norte contra lançamento de foguete

ESTRASBURGO - A comunidade internacional tomará providências caso a Coreia do Norte leve adiante seu plano de lançar um foguete, disse na sexta-feira o presidente dos EUA, Barack Obama, alertando que o regime norte-coreano não pode ficar impune.

Redação com Reuters |

"Caso a Coreia do Norte decida efetuar esta ação, vamos trabalhar com todos os parceiros interessados na comunidade internacional para tomar as medidas apropriadas para que a Coreia do Norte saiba que não pode ameaçar a segurança e a estabilidade de outros países com impunidade", disse ele em entrevista coletiva ao lado do presidente francês , Nicolas Sarkozy.

AP
Sarkozy e Obama se encontraram nesta sexta-feira
Sarkozy e Obama se encontraram nesta sexta-feira

A Coreia do Norte prepara-se para lançar , entre sábado e quarta-feira, um foguete que, segundo o regime, servirá para colocar em órbita um satélite de comunicações, como parte de um programa espacial pacífico.

Os EUA e seus aliados asiáticos, no entanto, afirmam que se trata de um teste disfarçado do míssil de longo alcance Taepodong-2, o que é proibido por sanções da ONU em vigor desde um teste anterior, em 2006.

"A resposta até agora dos norte-coreanos tem sido não só de utilidade nula, como também recorreu ao tipo de linguagem que já levou ao isolamento internacional da Coreia do Norte na comunidade internacional durante muito tempo", disse Obama.

Obama não disse quais medidas a comunidade internacional poderia adotar, mas analistas duvidam que haja um novo pacote de sanções da ONU, o que enfrentaria resistência da China.

A China, que tem certa proximidade política com Pyongyang, provavelmente vetaria novas sanções ou mesmo o endurecimento das atuais, que proíbem a venda de armas e artigos de luxo ao regime, segundo analistas.

O Japão mobilizou navios capazes de interceptar mísseis e prometeu abater eventuais destroços que possam cair sobre seu território. Mas Tóquio, Seul e Washington negam a intenção de abater o foguete propriamente dito, algo que a Coreia do Norte diz que encararia como um ato de guerra.

O regime comunista diz também que uma eventual punição da ONU ao país levaria à retomada das atividades em sua usina que produz plutônio para armas nucleares.

Lançamento preparado

A Coreia do Norte está finalizando os preparativos para o polêmico lançamento de um foguete , o que poderá acontecer já no sábado, disseram autoridades estrangeiras na sexta-feira.

Pyongyang afirma que se trata do lançamento de um satélite de comunicações, como parte de um programa espacial pacífico. Já EUA, Coreia do Sul e Japão o veem como um teste disfarçado do seu míssil de longo alcance Taepodong-2, o que seria proibido por causa de sanções da ONU em vigor desde 2006.

"Acho que está quase certo que a Coreia do Norte lançará o míssil", disse o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, a um pequeno grupo de jornalistas em Londres, onde participou da cúpula do G20.

Analistas dizem que o lançamento ajuda o líder norte-coreano, Kim Jong-il, a reforçar seu poder depois das suspeitas de que teria sofrido um derrame em agosto, e que a ameaça militar implícita lhe daria mais poderes para arrancar concessões de potências estrangeiras.

Lee disse na sexta-feira que a saúde de Kim parece ter melhorado e que ele aparentemente mantém seu poder intacto.

No teste de 2006 com o Taepodong-2, supostamente capaz de atingir o território norte-americano, o míssil se desintegrou após 40 segundos de voo.

A Coreia do Norte já havia anunciado que pretende lançar o foguete entre sábado e quarta-feira. Uma fonte norte-americana de defesa também confirmou que as ações observadas são consistentes com os preparativos para o lançamento.

A operação, no entanto, depende das condições climáticas. Para sábado, a previsão é de céu nublado e ventos moderadamente fortes.

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