WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou neste sábado que a poderosa indústria norte-americana dos seguros de saúde está determinada a frustrar uma melhoria substancial nos direitos dos pacientes, já que está fazendo lobby contra a aprovação das reformas no setor. Eles querem preservar um sistema que funciona melhor para a indústria dos seguros do que para o povo americano, disse Obama em seu pronunciamento semanal na rádio e internet.

Obama fez um chamado aos senadores para que parem de obstruir o avanço da matéria.

"Vamos pôr fim a este longo e vigoroso debate. Vamos cumprir a promessa de reformas no seguro saúde que tornarão nosso povo mais saudável, nossa economia mais forte e nosso futuro mais seguro", afirmou Obama.

Obama pediu ao Senado que encerre até o fim do ano o debate para impedir que a questão resvale para a campanha das eleições de renovação do Congresso em novembro de 2010. Pesquisas de opinião mostram que o projeto perde apoio popular, sendo que a maioria dos entrevistados agora se opõe à mudança.

Os líderes democratas no Senado estão se esforçando para conseguir os 60 votos necessários para superar as táticas protelatórias, usadas pela oposição republicana, e levar à votação a sua versão do projeto de reforma do sistema de saúde.

Essa iniciativa iria permitir que o processo avance para uma "reunião" de conciliação com a proposta já aprovada pela Câmara dos Representantes, depois da qual ambas as Casas iriam votar para transformá-la em lei.

Os projetos para o sistema de saúde expandem significativamente a cobertura dos norte-americanos que atualmente não têm seguro de saúde e impedem que as empresas do setor neguem cobertura às pessoas alegando que as doenças eram pré-existentes, ou seja, anteriores ao contrato.

Opositores da reforma alegam que elas elevarão os custos da cobertura para muitos norte-americanos e representam uma intromissão que não é bem-vinda do governo no setor privado.

Obama diz que a reforma no sistema de saúde vai reduzir custos e proteger os pacientes de abusos das corporações.

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