Obama ainda não decidiu sobre julgamento de presos de Guantánamo

Por Deborah Charles CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não tomou uma decisão sobre como julgar os detentos da base de Guantánamo, mas continua compromissado com o fechamento da prisão, informou um importante conselheiro de política externa de Obama na segunda-feira.

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Grupos de defesa dos direitos humanos exigem uma ação urgente. Cinco deles pediram aos governos europeus que aceitem prisioneiros de Guantánamo que não podem ser mandados de volta para casa porque correm risco de perseguição. Já um sexto grupo pediu a Obama que assine uma ordem para fechar a prisão no dia em que tomar posse.

Esses esforços têm o objetivo de pressionar Obama para que cumpra a promessa de campanha e feche a prisão na base naval dos EUA em Cuba, além de suspender os tribunais especiais que julgam estrangeiros suspeitos de terrorismo fora das cortes tradicionais.

"O presidente eleito Obama, com a sua caneta presidencial, no primeiro dia de seu governo, pode garantir que nosso governo será fiel à Constituição e aos princípios pelos quais a América foi fundada", disse a American Civil Liberties Union (ACLU), em um anúncio de página inteira publicado no jornal The New York Times.

"Devolva-nos a América em que acreditamos", pediu o grupo a Obama, que assume a Presidência no dia 20 de janeiro.

Denis McDonough, conselheiro de política externa de Obama, disse que o democrata concorda que a prisão tem de ser fechada, mas ainda não decidiu como fará isso.

"O presidente eleito Obama disse ao longo da campanha que a estrutura legal de Guantánamo fracassou em processar terroristas de maneira rápida e bem-sucedida, e ele partilha da convicção bipartidária de que Guantánamo deve ser fechada", disse McDonough em comunicado.

A prisão é considerada uma mancha no histórico de direitos humanos dos Estados Unidos. Guantánamo manteve mais de 750 detentos do mundo todo desde que foi aberta, em 2002, incluindo muitos capturados em varreduras ou trocados por recompensas na época em que os Estados Unidos buscavam encontrar membros da Al Qaeda e grupos associados, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Cerca de 255 homens continuam em Guantánamo, incluindo 50 já liberados das acusações, mas que não podem ser repatriados porque têm medo de ser torturados ou perseguidos em seus países de origem.

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