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Obama afirma que reformar sistema de saúde é imperativo moral

Washington, 11 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou hoje que chegou o momento de reformar o sistema público de saúde, o que é tanto um imperativo moral como econômico.

EFE |

Obama foi hoje à localidade de Green Bay, em Wisconsin, para participar de um encontro com os eleitores e buscar respaldo a um dos objetivos mais ambiciosos de seu mandato.

O presidente estabeleceu como meta concretizar esta reforma, a qual considera "chave para a prosperidade a longo prazo do país", até o fim deste ano.

O objetivo é um pouco mais ambicioso, pois Governos anteriores tentaram fazer estas mudanças e fracassaram, como é o caso do último presidente democrata até agora, Bill Clinton, ao chegar à Casa Branca, em 1993.

Até o momento, o Governo de Obama deu poucos detalhes sobre como concebe o futuro sistema de saúde.

O presidente americano desenvolveu uma série de contatos com as partes envolvidas, desde as empresas farmacêuticas às seguradoras médicas, passando pelos médicos, hospitais e pacientes, em uma tentativa de contar com o maior ponto de vista possível.

Obama, no entanto, deixou entrever que quer que os cerca de 46 milhões de americanos que não têm cobertura médica possam ter acesso a ela. Também assegura que recortará o custo dos gastos de saúde.

A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, informou hoje que nas próximas duas semanas o projeto de lei de reforma de saúde estará disponível para que seja debatido.

No discurso hoje perante os eleitores em Green Bay, Obama disse que "neste país, a cada dia mais americanos se veem obrigados a se preocupar não só em se recuperar de uma doença, mas também com se podem se permitir continuar saudáveis".

"Milhões se perguntam se podem se permitir os cuidados rotineiros que lhes permitem não ficar doentes", acrescentou.

A intenção de Obama de mudar o sistema de saúde do país colocou em alerta os principais atores da indústria, alguns dos quais rejeitam a criação de um sistema de seguros sanitários no qual o Governo participe. EFE mv/db

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