Obama afirma que reforma na saúde fortalecerá economia

O presidente americano, Barack Obama, defendeu nesta quarta-feira a aprovação de uma reforma do sistema de saúde, tornando-o acessível a todos, afirmando que a medida será crucial para fortalecer a economia dos Estados Unidos.

AFP |

"Aprovaremos uma reforma que reduza os custos, promova a escolha e ofereça cobertura com a qual todos os americanos poderão contar. E faremos isto este ano", afirmou Obama na entrevista coletiva concedida na noite desta quarta.

O presidente considerou a reforma do sistema de saúde crucial para fortalecer a economia dos EUA.

"Enquanto resgatamos a economia de uma crise de grandes proporções, devemos reconstrui-la mais forte, e a reforma do sistema de saúde é um ponto vital neste esforço".

"Afirmo que a reforma do sistema de saúde não pesará em nosso déficit na próxima década - e falo sério".

O presidente enfatizou, por outro lado, que os crescentes custos do Estado com o sistema de saúde devem ser colocados sob controle.

"Vou ser claro. Se não controlarmos estes custos, não poderemos controlar nosso déficit. Se não reformarmos o sistema de saúde, os custos continuarão a atingir níveis vertiginosos. Se não agirmos, 14.000 americanos continuarão a perder sua cobertura médica todos os dias. Estas são as consequências da falta de ação. Estes temas fazem parte do debate que estamos tendo agora".

Obama pediu ao Congresso que aprove a nova lei de saúde antes do recesso de agosto: "se não tivermos prazos nesta cidade, as coisas não acontecerão".

Além disso, Obama estimou que o debate sobre o sistema de saúde não deve girar em torno do presidente, e sim em torno dos 47 milhões de americanos que não possuem cobertura médica.

"Eles não podem esperar mais por uma reforma. Eles estão contando conosco (...). Eles estão buscando nossa liderança", declarou.

Muitos legisladores republicanos já manifestaram sua rejeição ao plano de Obama para a saúde, que julgam muito oneroso, enquanto alguns democratas ainda não estão convencidos sobre a eficiência da lei, que prevê novos impostos, no momento em que a crise econômica cobra empregos nos Estados Unidos.

Vários legisladores acusam Obama de promover um sistema estatal de saúde em detrimento das empresas privadas do setor.

A entrevista, concedida em horário nobre, ocorre no momento em que Obama sofre um crescente número de críticas contra suas políticas econômica e de saúde pública.

Uma pesquisa USA Today/Gallup divulgada na véspera aponta uma queda na aprovação do presidente, que baixou a 55%, enquanto seu nível de desaprovação disparou 16 pontos, chegando a 41%.

A freada nos números de aprovação de Obama, que se mantinham em níveis estratosféricos desde sua eleição, acontece num movimento paralelo à desaceleração econômica nos Estados Unidos, com um aumento do pessimismo entre os americanos sobre a duração da crise.

ch/ap/sd/LR

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