Obama afirma que custos de saúde nos EUA estão sem controle

Washington, 11 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que os atuais custos da saúde estão fora de controle, durante a apresentação de uma proposta elaborada por representantes do setor e que reduziria os gastos em até US$ 2 trilhões em dez anos.

EFE |

A reforma é algo "imperativo" que "podemos, devemos e conseguiremos alcançar até o fim deste ano", destacou Obama em comparecimento hoje na Casa Branca.

"Não descansarei até que o sonho de uma reforma sanitária se torne realidade nos EUA", ressaltou.

A reforma, explicou, deverá incluir três princípios: uma redução dos custos, que cada cidadão possa ter à disposição um sistema acessível e que respeite o direito de escolha de médicos.

A proposta apresentada hoje foi elaborada por grupos do setor sanitário, entre eles farmacêuticas, seguradoras e hospitais, que ofereceram um reajuste menor das tarifas nos próximos dez anos.

A medida significa um movimento sem precedentes na indústria da saúde dos Estados Unidos, que normalmente se mostrou reticente a este tipo de iniciativas.

Ao contrário do que ocorreu com a tentativa de reforma do sistema de saúde durante o Governo de Bill Clinton (1993-2001), agora a indústria sanitária decidiu colaborar com o projeto, ao perceber que é importante para o país, disse, no domingo, um alto funcionário do Governo americano que preferiu manter o anonimato.

"Agora fica claro que todos (indústria e Governo) caminhamos na mesma direção", acrescentou.

A proposta permitirá cortar em 1,5 ponto percentual o crescimento do gasto com saúde no qual incorre o país, o que representará um total de US$ 2 trilhões em dez anos.

Por o gasto com saúde crescer a um ritmo de 7% ao ano, a proposta representa um corte no ritmo de crescimento de 20%. EFE mv/db

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