Obama adverte países que tentam adquirir armas nucleares

Washington, 3 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou hoje uma advertência aos países que tentam adquirir armas nucleares, ao assegurar que eles ficarão cada vez mais isolados.

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Washington, 3 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou hoje uma advertência aos países que tentam adquirir armas nucleares, ao assegurar que eles ficarão cada vez mais isolados. Em carta aos participantes da conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP) realizado na sede das Nações Unidas em Nova York, Obama disse: "Veremos se os países sem armas nucleares cumprem suas obrigações de renunciar a elas". "A história mostra que os países que seguem este caminho encontram maior segurança e oportunidades como um membro integrado da comunidade internacional. Os países que fazem caso omisso de suas obrigações se encontram menos seguros, menos prósperos e mais isolados", ressaltou o presidente americano. Com essas palavras, Obama aludia em particular a Coreia do Norte e ao Irã, cujo líder, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, criticou hoje duramente os EUA na conferência. Os Estados Unidos, assegurou Obama, "cumprem suas responsabilidades" e por isso assinou um recente acordo Start (Strategic Arms Reduction Treaty, na sigla em inglês) de desarmamento com a Rússia no último dia 8 em Praga. Destacou que seu Governo "buscará um novo marco para a cooperação nuclear civil que permita que as nações que cumprem suas responsabilidades possam desfrutar dos usos pacíficos do átomo". O Pentágono revelou hoje que em setembro passado o arsenal nuclear dos EUA era composto por 5.113 ogivas nucleares, sem incluir as que já foram retiradas e as que estão pendentes de serem desmanteladas. Esse arsenal se reduziu em 84% desde que alcançou seu máximo nível no ano fiscal 1967, com 31.225 ogivas nucleares, segundo os dados apresentados pelo Departamento de Defesa dos EUA que coincidem com o começo da conferência. A conferência de revisão, que vai até o 28 de maio, é realizada a cada cinco anos desde que o tratado entrou em vigor em 1970. EFE mv/pb

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