Obama adota tom firme ante desafio da Coreia do Norte

O presidente Barack Obama viu no mesmo dia duas bestas negras, a Coreia do Norte e o Irã desafiarem os Estados Unidos e a comunidade internacional, e adotou uma postura firme ante o maior desafio para a sua diplomacia de articulação de consensos.

AFP |

Enquanto os Estados Unidos se preparavam nesta segunda-feira para lembrar seus mortos em combate, incluindo os da guerra da Coreia, a Coreia do Norte anunciava ter testado uma bomba atômica. Depois o Irã, do presidente Mahmud Ahmadinejad, recusou-se a discutir com as grandes potências o seu programa nuclear.

O novo teste norte-coreano, o segundo após o que fez o país entrar no seleto grupo das potências nucleares militares em 2006, foi motivo imediato de preocupação, em Washington.

As atividades nucleares e balísticas da Coreia do Norte "representam uma grave ameaça à paz e à segurança mundiais e condeno firmemente essas ações irresponsáveis", disse Obama, rompendo com o ambiente solene deste dia para enviar mensagem veemente e pedir uma ação internacional.

"Neste momento, os Estados Unidos e a comunidade internacional devem agir", disse, acrescentando: "o comportamento da Coreia do Norte precisa de uma pressão internacional crescente".

O Conselho de Segurança reúne-se nesta segunda-feira. Durante a sessão, a secretária de Estado Hillary Clinton se encontrará com os colegas japonês e sul-coreano, e ainda com os representantes de China e Rússia.

Ela havia ressaltado, mais cedo, "a importância de uma frente forte e unida", em relação à ameaça representada pela Coreia do Norte, informou seu porta-voz, Ian Kelly.

Obama se disse confiante em receber o apoio de chineses e russos.

Mas o teste nuclear norte-coreano, acompanhado de disparos de mísseis, segundo o Exército sul-coreano, representa para a diplomacia de Obama "a hora da verdade", disse John Bolton, ex-figura proeminente do governo Bush e defensor notório da intransigência em relação a Coreia do Norte e Irã.

Alguns especialistas se perguntam se o teste norte-coreano não visa a forçar os americanos a retomarem as negociações rapidamente. Mas outros entendem que o regime optou por manter seu armamento nuclear.

Obama também defendeu um diálogo ao mesmo tempo firme e direto, rompendo com a inflexibilidade de seu antecessor, para resolver a questão nuclear iraniana, sem esperar avanços antes da eleição presidencial iraniana de junho.

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