O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, admitiu neste sábado que, apesar da popularidade que tem no estrangeiro, sua viagem internacional pode momentaneamente derrubá-lo nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de novembro.

"Eu não sei se esta viagem terá um impacto político imediato. "Não ficarei surpreso se em algumas pesquisas eu cair um pouco", disse Obama, em entrevista à imprensa organizada no Downing Street, 10, a residência em Londres do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, com o qual se encontrou logo antes.

"Ficamos fora do país durante uma semana. As pessoas estão preocupadas com o preço da gasolina, com os problemas do setor imobiliário", continuou.

"Uma das razões pelas quais esta viagem me pareceu importante é que estou convencido de que os problemas que estamos enfrentando em casa não serão totalmente resolvidos se não tivermos parceiros sólidos no estrangeiro", acrescentou.

Obama ainda mantém ligeira vantagem sobre John McCain, o candidato republicano à Casa Branca, em nível nacional (de seis pontos, segundo os institutos de pesquisas), mas esta diferença tende a diminuir.

Segundo pesquisa NBC News/Wall Street Journal, publicada quarta-feira, 55% dos eleitores americanos consideram Barack Obama uma escolha "mais arriscada" para a presidência dos EUA. Somente 35% afirmam que McCain representa a escolha mais arriscada para a presidência.

A mesma pesquisa afirma que 58% dos eleitores contra 47% se identificam mais com os valores e o balanço de McCain do que com os de Obama.

Obama, que realiza em Londres a última etapa de sua turnê internacional, foi recebido com entusiasmo na Europa, principalmente em Berlim, onde 200.000 pessoas se reuniram quinta-feira para assistir a um destes discursos.

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