Obama admite que EUA enfrentam dificuldades no Afeganistão

Washington, 29 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu enfrentar dificuldades no Afeganistão e no Paquistão, assim como na luta contra a organização terrorista Al Qaeda, em entrevista divulgada hoje.

EFE |

"Vai ser difícil", disse Obama no programa "Face the Nation", da emissora de televisão "CBS". "Não tenho ilusões. Se isto fosse fácil, já teria terminado a tarefa".

Obama, que durante a semana anunciou o envio de quatro mil soldados adicionais ao Afeganistão, afirmou que "é preciso ter uma estratégia focalizada, que se concentre na derrota da Al Qaeda".

"Se o enfoque militar for combinado com o civil, o diplomático e o desenvolvimento econômico, se fizermos um trabalho melhor na coordenação com nossos aliados, assim é que alcançaremos o êxito", acrescentou.

"Temos que nos assegurar de que nem Afeganistão, nem Paquistão sirvam como base para a Al Qaeda", disse Obama.

Quanto à possibilidade de os Estados Unidos atacarem lugares onde operam terroristas dentro do Paquistão, o presidente reiterou sua política: "Se temos na mira um objetivo de alto valor, depois das consultas com nossos aliados, vamos atacá-lo".

Obama explicou que o plano também se centrará no Paquistão porque, segundo o presidente, "o futuro do Afeganistão está ligado de maneira inextrincável ao de seu vizinho".

Desta forma, o líder americano ressaltou que quer aumentar a ajuda ao Paquistão, com a condição de que o país intensifique os esforços na luta contra os insurgentes e no respeito às autoridades democráticas.

O presidente americano falou também sobre a crise financeira nos Estados Unidos, para cuja solução o Governo já injetou centenas de bilhões para resgatar os bancos, e muito desse dinheiro serviu para pagar as enormes bonificações aos executivos das entidades.

Na entrevista, Obama conta que pediu aos banqueiros "um pouco de moderação" em seus gastos, principalmente quando suas instituições receberem ajuda governamental.

O líder afirmou que também pediu aos executivos "que mostrem que entendem que esta é uma crise para todos e que todos têm que fazer sacrifícios".

Segundo o presidente, os banqueiros "concordaram e reconheceram o problema". EFE jab/db

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