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Obama admite falhas sistemáticas na segurança dos EUA

HAVAÍ - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu nesta terça-feira que o atentado frustrado contra um voo comercial entre Amsterdam e Detroit, no Natal, demonstrou falhas sistemáticas no departamento de Segurança Interna e Inteligência.

AFP |

"Ocorreram falhas sistemáticas que considero totalmente inaceitáveis", disse Obama do Havaí, onde passa as férias de final de ano.

AP
Obama discursa no Havaí, onde passa as férias de fim de ano

Obama discursa no Havaí, onde passa as férias de fim de ano

"Houve uma combinação de falha humana e sistemática que contribuiu para essa potencial ameaça à segurança" dos Estados Unidos".
A tentativa de ataque foi feita pelo nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que havia escondido em sua cueca 80 gramas de pentrita , um pó da família da nitroglicerina, para explodir um voo da Northwest Airlines no dia 25. 
Um grupo de monitoramento dos Estados Unidos disse que uma facção regional da Al-Qaeda baseada no Iêmen assumiu a responsabilidade pelo ataque frustrado.
AFP
O nigeriano autor do atauqe
O nigeriano autor do atauqe
Uma mensagem na internet da Al-Qaeda na Península Arábica, que inclui uma fotografia supostamente de Abdulmutallab em frente de uma faixa do grupo, diz que a ação foi uma resposta aos ataques dos Estados Unidos contra seus membros.

Abdulmutallab foi indiciado por tentar explodir o voo que levava quase 300 pessoas no dia 25 e está em uma prisão federal no Estado de Michigan.

Ele teria dito a agentes do FBI, a polícia federal americana, que membros da Al-Qaeda no Iêmen deram a ele os explosivos, afirmando que outros atentados como o seu serão cometidos em breve .
Contatos interrompidos

Na segunda-feira, a família de Abdulmutallab, cujo pai é um importante banqueiro nigeriano, disse estar surpresa com suas ações. Segundo a família, ele teria interrompido seus contatos com eles em outubro.

Nesta terça-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Iêmen disse que Abdulmutallab deixou o país em direção à Etiópia no início de dezembro, após quatro meses matriculado em um curso de árabe.

"O visto foi concedido para o nigeriano após as autoridades verificarem que ele poderia conseguir vistos de outros países amigos e de ter visto que ele ainda tinha um visto válido para os Estados Unidos", afirmou o porta-voz.

Segundo ele, "o Iêmen condena atentados terroristas como esse, com inocentes como alvo, e reitera seu total apoio à guerra contra o terror em qualquer lugar".

As autoridades americanas temem que mais jovens treinados pela Al-Qaeda possam estar no país planejando ataques a aviões americanos.

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