Obama acusa opositores de reforma na saúde de usar táticas intimidadoras

Washington, 11 ago (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, saiu hoje em defesa de seu plano de reforma do sistema de saúde e pediu aos presentes a uma assembleia popular no estado de New Hampshire para não deem atenção aos que buscam assustar e confundir.

EFE |

"Apesar de todas as táticas intimidadoras que há por aí, o que realmente dá medo é não fazer nada", disse Obama diante de 1.800 pessoas.

A reforma acirrou os ânimos nas assembleias populares convocadas pelos políticos locais nos Estados Unidos e nas quais houve inclusive episódios violentos entre partidários e opositores da iniciativa.

O presidente afirmou que os americanos precisam saber que, se tiverem assistência, o Governo dos EUA vai garantir que "nenhuma companhia de seguros ou burocrata governamental" se interponha entre eles e os cuidados de que necessitam.

Segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo jornal "USA Today", os americanos estão divididos quanto à reforma proposta pela Casa Branca de acordo com a idade, o lugar do país onde moram e a raça, entre outros fatores.

O estudo mostra que a percepção pública sobre o tema é "complexa", desafiando uma fácil divisão entre democratas e republicanos.

Realizada entre os dias 10 e 12 de julho com 3.026 adultos, a pesquisa mostra que dois terços dos afro-americanos e 60% dos hispânicos dizem que o objetivo-chave da reforma deveria ser garantir a cobertura médica universal - atualmente, 47 milhões de americanos não têm seguro saúde.

Por outro lado, 60% dos brancos dizem que o principal objetivo deveria ser controlar os custos.

Em linhas gerais, a ideia de controlar os custos tem mais apoio do que a de ampliar a cobertura do sistema de saúde, o que levou a Casa Branca a começar a descrever seu objetivo como "reforma do seguro saúde".

Obama insiste em que é urgente agir ainda este ano, mas os que têm seguro saúde e não precisam usá-lo não têm pressa em mudar a atual situação. Esses grupos constituem, segundo o "USA Today", a maioria dos entrevistados. EFE tb/bba

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