Obama acusa McCain de se opor a programas contra inundações

Washington, 21 jun (EFE).- O provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje seu adversário republicano, John McCain, por este ter se oposto a um projeto de lei para reforçar diques e lançar programas contra inundações.

EFE |

Obama fez suas declarações enquanto, nas margens do Mississipi, os lares de milhares de pessoas permanecem submersos pela elevação das águas do rio, que rompeu ou ultrapassou cerca de 30 diques.

Há uma semana, Obama visitou Quincy (Illinois), onde ajudou os voluntários a empilhar sacos de areia, enquanto McCain viajou para Iowa na quinta-feira para conferir o impacto das inundações, que são as piores na região desde 1993.

"Sei que o senador McCain sentiu a mesma enorme solidariedade em relação às vítimas das recentes inundações que eu", disse Obama hoje durante um discurso em Miami na Conferência de Prefeitos dos Estados Unidos.

"Tenho certeza que eles agradeceram a esse sentimento, mas provavelmente teriam agradecido muito mais se o senador McCain não tivesse se oposto a um projeto de lei para financiar diques e programas de controle de inundações", disse o democrata.

A proposta legislativa em questão é a Lei para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos, que dedicava US$ 23 bilhões a melhorias na qualidade de água, conservação do meio ambiente e investimentos em represas, dentre outras iniciativas.

McCain a rejeitou por considerar que sua aprovação resultaria em desperdício de dinheiro público.

A equipe do republicano respondeu às críticas dizendo que o senador co-promoveu uma emenda ao mesmo projeto de lei, à qual Obama se opôs e que dava prioridade às medidas contra as inundações.

"É inaceitável que Barack Obama ataque John McCain por tentar solucionar o problema", disse Tucker Bounds, porta-voz do candidato republicano, que acusou Obama de "lançar ataques políticos que omitiriam os fatos".

McCain não participou hoje de atos de campanha. O projeto de lei ao qual ele se opôs foi aprovado com grande folga pelo Congresso. No entanto, o presidente George W. Bush o vetou, também por considerar que ele representava gastos desnecessários.

No fim, aqueles que eram favoráveis à lei conseguiram dois terços das cadeiras necessárias para derrubar o veto presidencial, o que aconteceu pela primeira vez nos dois mandatos de Bush.

Em seu discurso em Miami, Obama também acusou McCain de deixar de lado os problemas das cidades e, em seu lugar, promover "quase US$ 2 trilhões em isenções de impostos para grandes empresas e para os americanos mais ricos".

O senador democrata prometeu mais financiamento federal para infra-estrutura, moradia, acesso à internet e desenvolvimento econômico nas cidades. EFE cma/bm/sc

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