Obama acredita que terá apoio suficiente no Congresso para reforma da saúde

Washington, 13 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje acreditar que conseguirá respaldo suficiente no Congresso para que seja aprovada uma boa reforma da saúde, e criticou os republicanos por antepor os interesses políticos a todo o resto.

EFE |

"Acho que teremos votos suficientes para aprovar não só um projeto de lei sobre saúde, mas um bom projeto de lei que ajude os americanos, reduza os custos, e que ponha o déficit sob controle a longo prazo", disse Obama em entrevista para a rede "CBS".

Sua aparição no programa "60 Minutes", em horário de máxima audiência, faz parte de uma campanha de relações públicas lançada na semana passada pela Casa Branca para retomar o protagonismo no debate sobre saúde, depois que em agosto o espaço central foi ocupado pelas vozes críticas ao plano.

"Há alguns no Partido Republicano que pensam que o melhor é simplesmente acabar com a reforma, que isso seria um bom passo em nível político para eles", se queixou o presidente na entrevista, que foi gravada na sexta-feira.

Mesmo assim, Obama enfatizou que esta é a melhor oportunidade que o país teve para conseguir estender a cobertura universal de saúde a todos os cidadãos.

"Não tenho nenhum interesse em aprovar um projeto de lei que não funcione. Tenho intenção de ser presidente durante certo tempo e uma vez que o projeto de lei avance, levará minhas iniciais", disse.

No sábado, dezenas de milhares de conservadores tomaram o centro de Washington para protestar contra o plano de Obama para a saúde, que consideram parte de suas políticas "socialistas".

Uma de suas queixas é que esse projeto elevará enormemente a dívida nacional, algo que o presidente tentou refutar na entrevista.

Ele disse que os Estados Unidos gastam atualmente mais de US$ 2 trilhões ao ano em saúde, mais que nenhum outro país em termos per capita.

Obama disse que o sistema pode se tornar muito mais eficiente, com o que se conseguirá economizar dinheiro suficiente para pagar pela reforma. EFE cma/ma

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