Obama aceita atraso em reforma na saúde e promete agir

Washington, 23 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu hoje que o Senado não cumprirá o prazo que tinha estipulado para levar adiante a reforma na saúde, mas afirmou que o importante é que o trabalho continue.

EFE |

"Não importa. O que quero é que o povo siga trabalhando" para levar adiante a reforma, que deve acontecer "assim que possível", afirmou Obama em reunião com eleitores na cidade de Cleveland, em Ohio.

Como veio fazendo em uma série de discursos públicos nos últimos dez dias, Obama ressaltou que a medida está pendente há muito tempo e assegurou que acabará sendo levada à frente "este ano".

O presidente americano reagiu assim ao anúncio do líder democrata no Senado, Harry Reid, que descartou hoje votar a reforma em agosto, como Obama tinha pedido.

Hoje, circulam no Congresso três minutas diferentes de projetos de lei para realizar a reforma, de modo que se possa dar uma cobertura médica acessível e de qualidade aos cerca de US$ 50 milhões de americanos que estão fora da cobertura de saúde.

As minutas devem ser votadas e harmonizadas antes de chegar a um único projeto de lei que o Congresso possa aprovar e enviar a Obama para promulgação.

Em suas declarações hoje, Reid disse que o Comitê de Finanças do Senado, que apresentou uma das três minutas, votará sua proposta antes do recesso de agosto.

Então, Reid harmonizará essa proposta com a que já foi aprovada pelo Comitê de Saúde do Senado, e a votação não acontecerá até o retorno das férias.

O líder democrata explicou que decidiu atrasar a votação na noite passada para tratar de conseguir um projeto de lei definitivo que possa contar com o apoio tanto de seu partido como da oposição republicana.

O anúncio de Reid acontece no momento em que Obama se encontra imerso em uma campanha de promoção da reforma na saúde, que parece ter perdido apoio entre legisladores e público.

Obama participa hoje de reunião com eleitores em Cleveland para explicar a necessidade da medida.

Na noite passada, ofereceu uma entrevista coletiva em horário de máxima audiência também para insistir que a reforma deve ser feita.

EFE mv/rr

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