Obama abre distância frente a McCain, que nega vantagem do democrata

Jorge A. Bañales.

EFE |

Washington, 26 out (EFE) - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, continua brigando duramente nos estados de Iowa e Ohio, enquanto hoje as pesquisas apontam para que seu adversário democrata, Barack Obama, tem votos suficientes para conquistar a vitória.

"As pesquisas têm me mostrado permanentemente muito mais atrás do que atualmente estamos", disse McCain, de 72 anos, em uma entrevista ao programa "Meet the Press" que será exibido hoje à noite pela emissora de televisão "NBC".

Segundo McCain, sua campanha tem pesquisas que mostram uma diferença de apenas três a quatro pontos percentuais em relação a Obama e, em sua opinião, isso está dentro da margem de erro de toda pesquisa de opinião.

"Em duas semanas descobriremos que esta foi uma disputa muito acirrada e nós teremos vencido", afirmou o senador pelo Arizona.

A campanha de McCain continuou respondendo hoje às versões de brigas e descontentamento entre alguns republicanos para com a candidata à Vice-Presidência, a governadora do Alasca, Sarah Palin.

O jornal "Anchorage Daily News", da maior cidade do Alasca, indicou no sábado em um editorial que Palin tem boas qualidades, mas "que o que o país precisa neste momento é de outra pessoa".

O periódico apoiou a candidatura presidencial de Obama, o qual, segundo pesquisas de opinião pública, teria vantagens de cinco a 11 pontos em nível nacional, a apenas nove dias para as eleições.

A batalha fundamental, no entanto, é pelos estados onde os eleitores ainda se mostram indecisos e que poderiam reverter o saldo no Colégio Eleitoral de 540 delegados, onde a disputa é decidida.

A rede de televisão "CNN" dá hoje a Obama 192 delegados certos e 85 possíveis, e a McCain 122 certos e 52 possíveis, o que deixa 87 indecisos.

Isto significa que, se as pesquisas da "CNN" estiverem certas, mesmo se McCain atrair aqueles que se inclinam por sua candidatura e os indecisos, não obteria o mínimo de 270 necessários para conseguir vencer.

Por sua parte, o site "RealClearPolitics.com", que faz médias das principais pesquisas do país, atribui hoje a Obama 255 votos certos no colégio eleitoral e 51 possíveis.

McCain aparece neste mapa com 137 votos garantidos e 20 possíveis, enquanto o saldo de indecisos chega a 75.

Entre os estados indecisos, segundo estas enquetes, estão Ohio, onde hoje McCain faz campanha, e Colorado, onde Obama tenta cativar os eleitores.

Em 4 de novembro, os americanos também votarão em todas as cadeiras da Câmara de Representantes e em um terço das do Senado, e o estrategista democrata James Carville afirmou hoje que haverá "um verdadeiro terremoto político" que mudará o cenário nacional.

O candidato republicano, que focou o final de sua campanha nas advertências dos riscos de uma Presidência comandada por Obama, reiterou seu alerta ao "perigo de que os democratas controlem ao mesmo tempo o Congresso e a Casa Branca".

Obama, de 47 anos, aparentemente decidiu que o mais eficaz no que resta da campanha é vincular seu adversário com as políticas da Administração do presidente George W. Bush.

A estratégia de Obama, que faz mais referências ao futuro e a suas promessas que ao passado e seus perigos, confia em atrair a maior parte dos 44 milhões de eleitores com menos de 30 anos e os quase cinco milhões de cidadãos que, este ano, se registraram para votar pela primeira vez. EFE jab/db

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