O tato permite conectar melhor a visão e a audição e, portanto, facilita a aprendizagem da leitura, segundo especialistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França.

Estes resultados da equipe de Édouard Gentaz, cientista do laboratório de Psicologia de Grenoble (CNRS/Universidad Pierre Mendes France), que publicará dia 16 de março o diário científico PloS One, devem ajudar a aprimorar a aprendizagem da leitura, tanto nas crianças que estão aprendendo a ler quanto nos adultos que estudam idiomas.

Para ler palavras novas, devemos aprender a associar um estímulo visual (como uma letra) ao correspondente estímulo auditivo (o som), segundo os cientistas.

Quando um número ou uma letra são explorados tanto pela visão como pelo tato, os adultados aprendem melhor, segundo testes efetuados com 30 adultos, sobretudo com sinais inspirados em letras japonesas e com sons novos para os participantes.

Dois métodos de aprendizagem foram comparados: um clássico que passa pela visão e outro, chamado "multisensorial", que recorre ao tato e à visão.

Estes trabalhos corroboram observações precedentes da mesma equipe em crianças. A explicação está em propriedades específicas do tato e do "sentido háptico" (o tato para perceber as letras) manual que desempenharia um papel de "cimento" entre a visão e a audição, favorecendo assim a conexão entre estes sentidos.

Para entender como isto funciona no cérebro, os cientistas pensam em explorar, com a ajuda de imagens por ressonância magnética funcional, as zonas do cérebro que entram em ação durante este processo de aprendizagem multisensorial.

BC/mpf/lm

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