O sistema de cobertura saúde dos Estados Unidos

A cobertura de saúde universal não existe nos Estados Unidos, onde mais de 36 milhões de americanos não têm um plano de assistência, um fato que o projeto de lei aprovado nesta quinta-feira no Senado tenta remediar, levando a iniciativa a pelo menos 31 milhões de pessoas.

AFP |

Segundo o escritório de recenseamento, o percentual dos que não tinham cobertura saúde em 2008 era de 15,4%, ou seja, 46,3 milhões de indivíduos. Entre essas pessoas, figuram cerca de 10 milhões de cidadãos estrangeiros que residem nos Estados Unidos.

Além disso, vários milhões de americanos dispõem de planos que não cobrem o total das despesas médicas, num país onde esses gastos somados aos dos preços dos remédios são considerados exorbitantes.

O projeto de lei aprovado no Senado ambiciona cobrir 94% dos americanos com menos de 65 anos. Os mais idosos já se beneficiam de um plano fornecido pelo Estado federal: o Medicare.

A maioria (58,5% em 2008) dos assegurados são cobertos por apólices subscritas pelo empregador. Em caso de demissão, os assalariados ficam de um dia para outro sem nenhuma assistência, um problema grave de saúde pública num período de grande desemprego.

Os demais são cobertos por seguros privados que escolhem ou por sistemas públicos, entre os quais o Medicare (pessoas portadoras de deficiência e idosos com mais de 65 anos, ou seja 43 milhões de indivíduos) e o Medicaid (pessoas pobres, 42,6 milhões).

No entanto, segundo a OCDE, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, os Estados Unidos gastam mais que qualquer outro país industrializado em saúde.

Em 2007, os americanos consagraram 16% de ser PIB, Produto Interno Bruto, a despesas com saúde, o que representa cinco pontos a mais que a França, a Suíça e a Alemanha.

O estudo precisa que os americanos gastaram 7.290 dólares por pessoa em média em 2007 com saúde, o que corresponde a 3.000 dólares a mais que noruegueses ou suíços.

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