O presidente libanês, Michel Suleimane, chegou nesta quarta-feira a Damasco, na primeira visita de um chefe de Estado libanês à Síria desde 2005, durante a qual tem previsto falar com seu colega sírio, Bachar al Assad sobre o estabelecimento de relações diplomáticas.

Suleimane foi recebido no aeroporto pelo presidente Assad e depois se reuniram no Palácio do Povo, onde tentarão sanear as relações bilaterais afetadas pela tutula que Damasco exerceu sobre o Líbano durante quase três décadas.

A Síria foi obrigada a retirar seus soldados do país depois de ser colocada no banco dos réus no julgamento pelo assassinato, em 2005, do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

A visita foi antecedida por um atentado que matou pelo 14 pessoas morreram, entre elas nove soldados e uma criança, na explosão de uma bomba nesta quarta-feira em Trípoli.

Sleimane condenou, em um comunicado, o ataque terrorista, afirmando que as forças de segurança "não vão se curvar diante destas tentativas de aterrorizá-las".

O atentado também acontece um dia depois do voto de confiança do Parlamento libanês ao governo de união nacional dirigido por Fuad Siniora.

O governo de Siniora foi formado no dia 11 de julho, depois de uma longa crise política entre a maioria governista, apoiada pelo Ocidente e pela maior parte dos países árabes, e a oposição, que tem como aliados Síria e Irã.

Em maio, a crise levou a violentos combates, que deixaram 65 mortos, e o país esteve a ponto de começar uma nova guerra civil.

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