O plano do Egito para sair da crise causada por ataques de Israel a Gaza

O Egito elabou um plano para sair da crise causada por ataques de Israel à Faixa de Gaza, num momento em que a guerra entra na segunda semana, já tendo causado mais de 660 mortos.

AFP |

Além do cessar-fogo para permitir a abertura de um corredor humanitário, aceito por Israel, limitando-o a três horas diárias, o plano prevê garantias a serem dadas pelos dois lados, incluindo "a segurança nas fronteiras" - como exige Israel, e "a abertura de postos de passagem, além do levantamento do cerco" à Faixa de Gaza, como querem os palestinos.

Os três pontos do plano proposto pelo Egito são:

1 - Israel e as facções palestinas aceitam um cessar-fogo temporário para permitir o envio de ajuda, através de corredores humanitários, a 1,5 milhão de palestinos que vivem na Faixa de Gaza.

2 - O Egito convida Israel e os palestinos, além de representantes da União Européia, e de outras "partes", a garantir que a escalada de violência não voltará a se produzir.

Um acordo semelhante inclui a necessidade de tornar seguras as fronteiras, pondo fim, radicalmente, ao contrabando de armas através dos túneis sob os 15 km de fronteiras entre a Faixa de Gaza e o Egito.

Em troca disso, Israel e Egito abririam os postos de passagem previstos nos termos do acordo de 2005 consecutivo à retirada israelense da Faixa de Gaza. Desde então, o bloqueio tem sido quase total.

3 - O Egito convidou as facções palestinas rivais, em particular o Fatah do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e o Hamas islamita, aliado de Irã e Síria, a retomarem as conversações de reconciliação.

Observadores, europeus ou de outros locais, poderiam ser mobilizados nos pontos de passagem, para se assegurarem de que o bloqueio terminou.

an-cjo/sd

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