O casal Obama se apresenta com todo o seu charme na Europa

Longe da América conflituosa de George W. Bush, o novo casal presidencial americano, Barack e Michelle Obama, mostraram todo o seu charme e sedução a uma velha Europa, em boa parte já conquistada por antecedência, sem nenhuma dúvida.

AFP |

No dia seguinte de uma cúpula econômica do G-20 considerada frutífera, o presidente americano usou de seu carisma para confirmar a imagem afável e serena de um jovem chefe de Estado do país mais poderoso do planeta, consciente de seu poder e de seus deveres.

"Houve um tempo no qual a América transbordava de arrogância". E também um tempo no qual o "antiamericanismo poderia ser insidoso", disse ele a milhares de jovens franceses e alemães reunidos num ginásio em Estrasburgo (França).

Hoje, a situação mudou. "Não procuramos ser os patrões da Europa, mas seus parceiros", destacou Obama, ao final de um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Trabalhamos juntos", insistiu.

Para os jovens, o show à americana foi bem apresentado. Antes da chegada do presidente, a sala se encheu com a canção "He's Got the Whole World in his Hands".

Dominando a cena, com um microfone na mão, Barack Obama transmitia o lirismo e a empatia que caracterizaram em 2008 suas centenas de comícios para a eleição presidencial americana.

O auditório foi conquistado. É um "muito bom orador, ele sorria, brincava", resumiu, ainda sob seu charme, Frédérique Attal, uma francesa de 21 anos. "Que maravilha poder vê-lo de perto", dizia Serhat Kurt, um adolescente alemão de 16 anos.

A voz discordante era a de Hamed Ouanoufi, um francês de origem argelina de 31 anos, recusando-se a idolatrar "um homem como qualquer um outro". "Não vou idealizá-lo" e "vamos ver o que fará em dois ou três anos", dissem lamentando "questões superficiais" que não evocavam nem as causas do terrorismo nem a guerra israelense-palestina.

Nos apertos de mãos distribuídos em Estrasburgo desde a chegada, Barack Obama imprimiu naturalidade e calor. Em suas intervenções, ele acrescentava às vezes uma dose de humor, como aconteceu ao lado do presidente Nicolas Sarkozy ao final de um debate sobre o Irã e o Afeganistão.

O presidente francês "não cessa de dar prova de imaginação, de criatividade" e "está presente em tantos lugares ao mesmo tempo que é difícil acompanhá-lo", lançou. Nicolas Sarkozy respondeu logo. "É bom poder trabalhar com um presidente dos Estados Unidos que tem vontade de mudar o mundo".

Glamour e sobriedade eram esbanjados pelas primeiras-damas. Perseguidas pelos fotógrafos, a ex-modelo e cantora Carla Bruni-Sarkozy, com um "manteau" cinza e uma echarpe, vestido bege e bolsa azul "flashy", e Michelle Obama, com um casaco preto com flores fúcsia e um vestido também fúcsia, se cumprimentaram, abraçando-se.

Além de um jantar elas já se aplicam a um projeto comum, o de lutar juntas contra a Aids. Uma "troca de telefonemas" está prevista "para as próximas semanas" e "iniciativas comuns" devem ser anunciadas "antes do final do ano", segundo a presidência francesa.

col-prh/sd

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