O anúncio de um governo de coalizão no Quênia foi adiado

O anúncio de um governo de coalizão no Quênia, previsto para este domingo, foi adiado por tempo indefinido por falta de um acordo definitivo sobre sua composição entre o presidente Mwai Kibaki e o líder da oposição Raila Odinga, informou neste sábado o partido deste último, em um comunicado.

AFP |

"O anúncio amplamente previsto de um novo gabinete para este domingo, que todos os quenianos esperavam com tanta ânsia, foi adiado", declarou o porta-voz do Movimento Democrático Laranja (MDN), Salim Lone.

Em 18 de março a Assembléia Nacional do Quênia aprovou uma emenda constitucional que criava o cargo de primeiro-ministro, segundo um acordo com o presidente reeleito Mwai Kibaki e Raila Odinga em 28 de fevereiro, na tentativa de interromper a onda de violência que atinge o país.

A emenda foi adotada por unanimidade pelos 200 deputados presente, de um total de 222, e cria também dois cargos de vice-primeiro-ministro, segundo anunciou o presidente da Assembléia Nacional, Kenneth Marende, no término da sessão.

Esse voto constituiu um passo importante na aplicação do acordo de repartição do poder feito pelo presidente Kibaki, reeleito nas eleições de 27 de dezembro, e Odinga, segundo colocado nos comícios e chamado agora para ocupar o posto de primeiro-ministro.

Esse consenso foi alcançado depois de uma grande onda de violência atingir o país, iniciada pelas eleições - consideradas fraudulenta por inúmeros observadores internacionais e pela oposição - e depois alimentada por antigos conflitos étnicos.

Os confrontos deixaram 1.500 mortos e mais de 300.000 pessoas tiveram que abandonar seus lares.

bkb/cn

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