Um relatório do Congresso americano divulgado nesta quarta-feira indica que o antiamericanismo atingiu seu limite por causa da guerra no Iraque, assim como é bem maior a noção geral de que Washington é hipócrita quando se trata de respeitar os valores democráticos.

Uma comissão da Câmara de Representantes revela que as opiniões favoráveis sobre os Estados Unidos caíram em níveis recordes desde 2002, particularmente entre os países muçulmanos e da América Latina.

Esse relatório, baseado em testemunhos de especialistas e dados de institutos de pesquisa, indica que essa rejeição não diz respeito à cultura e aos valores americanos, e sim à política dos Estados Unidos, acusada de apoiar os regimes autoritários apesar de dizer que respeita a lei, a democracia e os direitos humanos.

"Nossa força já não é considerada um recurso e sim uma ameaça, não uma garantia de ordem e estabilidade, e sim uma fonte de intimidação, violência e torturas", declarou Bill Delahunt, presidente da subcomissão encarregada das organizações internacionais e de direitos humanos.

O informe cita, entre outras coisas, a invasão e a ocupação do iraque, o apoio a governos repressivos, a posição adotada no conflito israelsne-palestino e a tortura de prisioneiros como causas da má imagem americana no mundo.

A comissão indica, igualmente, que o unilateralismo do governo americano, particularmente no que diz respeito a ações militares, causa "cólera e temor de ser atacado, o que transforma qualquer desacordo com a política americana num antiamericanismo crescente".

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