O acaso permitiu acabar com o sofrimento da mulher presa pelo pai por 24 anos

O seqüestro da mulher mantida em cativeiro por 24 anos pelo próprio pai, que abusava dela, e com quem teve sete filhos em um porão de Amstetten, na Áustria, foi descoberto por acaso.

AFP |

A filha mais velha da relação de incesto, Kerstin, de 19 anos, que vivia presa no porão junto com sua mãe, Elisabeth, e dois irmãos, foi hospitalizada em 19 de abril em Amstetten em estado de coma, vítima de uma doença misteriosa.

Elisabeth convenceu o pai, Josef Fritzl, de 73 anos, para que levasse a jovem, que sofria convulsões, ao hospital.

Perplexos com o estado de saúde da jovem, os médicos decidiram chamar a mãe da jovem por um comunicado na televisão para descobrir o que havia acontecido com ela.

Elisabeth, que viu o pedido dos médicos para que se apresentasse, convenceu o pai a deixá-la no hospital para ficar ao lado da filha.

Josef Fritzl, que elaborou um sofisticado plano para justificar o desaparecimento de sua filha em 1984, afirmando que ela havia entrado para uma seita, inventou uma nova história para explicar seu reaparecimento.

Para sua esposa, Rosemarie, que vivia com ele e ignorava o que ocorria na casa, Josef disse que Elisabeth havia voltado e que iria acompanhá-la a um hospital.

Quando chegaram ao hospital, Elisabeth exigiu um encontro com a equipe médica e a promessa de que nunca mais voltaria a ter contato com seu pai.

Foi nesse momento que revelou aos médicos tudo sobre seu aprisionamento em um porão sem janelas, de 1,70 metro de altura, onde teve sete filhos, um dos quais morreu prematuro e teve seu corpo queimado pelo pai.

O estado de saúde de sua filha Kerstin é grave e ela continua lutando entre a vida e a morte.

No sábado à noite, a mãe de 42 anos, que aparenta ser muito mais velha, seus filhos e Rosemarie foram submetidos aos cuidados de uma equipe de psiquiatras.

gg/cl/fp

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