Viúvas estrangeiras lutam para conseguir cidadania americana

Depois que seu marido de oito meses morreu no acidente de balsa em Staten Island em 15 de outubro de 2003, Osserritta Robinson, imigrante jamaicana, decidiu ficar nos Estados Unidos e entrou com pedido de residência permanente.

The New York Times |

Mas na entrevista para conseguir a residência em 2005, um oficial da imigração tinha algumas más notícias para Robinson: a morte do marido desqualificava seu pedido.

Enquanto o parceiro estrangeiro de um americano tem direito à residência ¿ o marido de Robinson era americano ¿ a lei também requer que o casal permaneça pelo menos dois anos casados para ser concedida a residência, em parte como meio de proteção contra casamentos fraudulentos.

Além disso, o governo argumentou que se os parceiros americanos morrerem antes da marca dos dois anos, o estrangeiro se torna viúvo ¿ ou viúva ¿ anulando efetivamente o casamento e o direito de residência definitiva nos EUA. 

Fiquei em choque, disse Robinson, que vive em Mahwah, Nova Jersey. O entrevistador lamentou muito a morte do meu marido, mas depois veio com essa lei."

Robinson processou o Departamento de Segurança da Terra Natal e, em maio de 2007, uma corte federal julgou em Nova Jersey que o governo federal determinou erroneamente que ela não era mais casada com seu falecido marido. O juiz ordenou que as autoridades da imigração reconsiderassem o pedido de residência de Robinson.

O governo recorreu da sentença n Corte de Recursos dos EUA em terceira instância, onde o processo está pendente.

Robinson é um dos últimos 170 imigrantes pegos, de acordo com Surviving Spouses Against Deportation, uma organização sem fins lucrativos. Eles entraram legalmente no país, seguiram as leis e estão agora sujeitos à deportação porque seus parceiros morreram antes de completarem dois anos de casamento.

Entre os que evolvidos em casos semelhantes estão Diana Engstron, nativa do Kosovo que mora em Indiana, cujo marido foi assassinado em uma emboscada enquanto trabalhava como empreiteiro militar no Iraque em 2004; Ana Maria Moncayo-Gigax do Equador, cujo marido, agente da patrulha da fronteira que foi morto em 1999 em um acidente de carro em Washington; e Nelly Lockhart, das Filipinas e moradora de Ohio, cujo marido morreu de ataque cardíaco em 2005.

Sem trabalho

Robinson, 31, disse que ela está sendo punida pela morte fora de hora do marido. A posição do governo, disse ela, faz parecer que eu o matei.Não é bonito enterrar seu marido aos 25 anos, disse ela. Nós éramos melhores amigos.

Sua licença para trabalhar não foi renovada desde que expirou em 2005, então ela não está apta a trabalhar. Ela também está sem carteira de motorista, forçando-a a pedir favores aos amigos e usar o transporte público. Ela sobrevive com o seguro de vida do marido do acordo de US$1,3 milhões que ela ganhou contra a cidade de Nova York.

Eu estou feliz por não ter recebido ordem de deportação ainda, disse Robinson, que vive com o filho de 3 anos de outra relação.

Brent Renison, advogado em Portland, Oregon, e conselheiro da Surviving Spouses Against Deportation, onde trabalha de graça, disse que mesmo que o governo precise se proteger contra casamentos fraudulentos, ele deveria permitir uma interpretação da lei para considerar casos como o de Robinson.

Precisa haver um ajuste caso a caso para saber se um casamento é fraudulento ou não, disse. O que me importa é que eles negam sem dar o direito da pessoa demonstrar boa fé.

Chris Rhatigan, porta-voz do Serviço de Imigração e Cidadania dos EUA, disse que não comentaria casos específicos mas que os juízes do governo estavam apenas seguindo a lei aprovada pelo Congresso. 

Por KIRK SEMPLE

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