Visita à Casa Branca marca momento de transição

WASHINGTON - Michelle Obama beijou Laura Bush suavemente na bochecha. O presidente eleito Barack Obama deu um tapinha no ombro do presidente Bush. Com estes pequenos gestos, realizados no Pórtico Sul da Casa Branca na tarde de segunda-feira, o ritual da transferência de poder que eterniza a democracia americana começava oficialmente.

New York Times |

Para o país, esta foi uma cena obviamente inédita por se tratar do primeiro afro-americano que realizava a visita à Casa Branca como presidente eleito.


Obama e Bush conversam na Casa Branca / AP

A visita foi coreografada para oferecer imagens de uma transição tranquila, acolhedora e amigável para a nova primeira família, e os dois casais agradeceram. Mas houve tanta substância quanto estilo: a sessão aconteceu em meio a uma crise financeira que abalou Washington com negociações de um segundo pacote de estímulo, a ampliação do resgate da financiadora AIG e a ajuda às automotivas em dificuldades.

Por uma hora e cinco minutos, Bush e Obama ficaram sozinhos no Salão Oval e debateram a crise econômica e os desafios à segurança do país.
Obama pressionou Bush a oferecer ajuda às automotivas, enquanto Bush mencionou o livre comércio com a Colômbia, atrasada pelo Congresso de maioria democrata.

Ambos os lados foram circunspectos e se recusaram a informar detalhes de sua conversa, preferindo deixar que as imagens falassem por si.

"Bom, construtivo, relaxado e amigável", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Dana Perino, resumindo as impressões de Bush sobre o encontro.

"Este foi um dia marcante", disse o secretário de imprensa de Obama, Robert Gibbs, acrescentando que o presidente eleito achou Bush "gracioso".

Para Michelle Obama, a visita foi uma chance de começar o trabalho de logística da mudança de sua família (inclusive sua mãe, que irá ajudar a cuidar das crianças).

Laura Bush mostrou a Michelle Obama todos os 33 quartos do segundo e terceiro andar, afirmaram as autoridades da Casa Branca, inclusive aqueles que provavelmente serão ocupados por Malia e Sasha, os mesmos usados pelas crianças Kennedy e Amy Carter, e pelos gêmeos Bush durante as visitas a seu avô, o primeiro presidente Bush a ocupar a casa.

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