Vida melhor no México diminui apelo à imigração para os EUA

Pela primeira vez em 60 anos fluxo de ilegais mexicanos para território americano praticamente cessou, graças a mudanças sociais e econômicas

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A extraordinária imigração mexicana que levou milhões de imigrantes ilegais aos Estados Unidos nos últimos 30 anos tem diminuído continuamente e pesquisas apontam para uma causa surpreendente: mudanças no México que foram pouco anunciadas e fizeram de seu país um local mais atraente para se viver.

Um crescente número de evidências sugere que uma combinação de fatores - a expansão das oportunidades econômicas e educacionais, o aumento na criminalidade na fronteira e famílias menores - está suprimindo o tráfico ilegal, tanto quanto o desacelereramento econômico e repressão de imigrantes nos EUA.

No planalto de terra vermelha de Jalisco, um dos três principais Estados responsávéis pela imigração ao longo do século passado, emergiu uma nova dinâmica. Para uma família rural típica como a Orozco, seguir para "el norte" sem documentos não é mais um rito de passagem inevitável. Em vez disso, suas casas estão se enchendo de parentes que estão voltando dos Estados Unidos - irmãos mais velhos que já cruzaram ilegalmente estão aguardando vistos e os mais jovens estão optando por ficar em casa.

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Antonio Orozco com seus filhos, Andres (E) e Samuel (D), em sua casa em Agua Negra, no México
"Eu não vou para os Estados Unidos porque eu estou mais preocupado com os meus estudos", disse Angel Orozco, 18 anos. De fato, no novo instituto tecnológico onde ele estuda engenharia industrial, todos os alunos de uma sala disseram ter mais educação formal do que seus pais e que pretendiam ficar no México, em vez de ir para os EUA.

Douglas S. Massey, diretor do Projeto de Imigração do México em Princeton, um extenso levantamento de longo prazo em centros de imigração mexicana, disse que sua pesquisa mostrou que o interesse em ir para os EUA caiu pela primeira vez ao menor nível desde pelo menos a década de 50. "Ninguém quer saber sobre isso, mas o fluxo já parou", disse Massey, referindo-se ao tráfego ilegal. "Pela primeira vez em 60 anos, o tráfico bruto chegou a zero e está provavelmente um pouco negativo."

O declínio da imigração ilegal, de um país responsável por cerca de seis em cada 10 imigrantes ilegais atualmente nos Estados Unidos, é gritante. O censo do México recentemente descobriu 4 milhões de pessoas a mais no México do que havia sido projetado, algo que as autoridades atribuíram a um declínio acentuado na imigração.

Números do censo americano analisados pelo apartidário Centro Hispânico Pew também mostram que a população mexicana ilegal nos Estados Unidos diminuiu e que menos de 100 mil ilegais cruzaram as fronteiras e violaram a necessidade de visto para o México e se radicaram nos EUA em 2010, uma queda marcante em relação aos cerca de 525 mil por ano entre 2000 e 2004. Apesar de alguns defensores de uma imigração mais limitada afirmarem que as estimativas do Pew não incluem os imigrantes de curto prazo, a maioria dos especialistas concorda que muito menos imigrantes ilegais têm chegado ao país nos últimos anos.

Causas

Mas a questão é o por que. Especialistas e políticos de ambos os partidos americanos em geral olham para dentro, discutindo sobre o sucesso ou fracasso da fiscalização na fronteira e de leis mais duras que limitem os direitos de imigrantes ilegais - como aquelas recentemente aprovadas no Alabama e Arizona. As deportações atingiram recordes conforme as apreensões totais na fronteira e as apreensões de mexicanos caíram mais de 70% desde 2000.

Mas a imigração mexicana sempre foi definida tanto pela pressão (do México) quanto pela rejeição (dos EUA). A decisão de deixar seu país envolve uma comparação, uma análise de custo-benefício, e assim como um baby boom e crises econômicas mexicanas colocaram ondas de imigrantes nas estradas na década de 80 e 90, a pesquisa mostra que o abrandamento das pressões demográficas e econômicas está ajudando a mantê-los em casa.

Em termos mais simples, as famílias mexicanas são menores do que eram antes, diminuindo a possibilidade de prováveis imigrantes. Apesar do domínio da Igreja Católica Romana no México, os esforços de controle da natalidade diminuíram a taxa de fertilidade de 6,8 em 1970 para cerca de dois filhos por mulher atualmente, segundo dados do governo.

Assim, enquanto o México tinha cerca de 1 milhão de novos potenciais candidatos a empregos anualmente na década de 90, desde 2007 esse número caiu para uma média de 800 mil, de acordo com registros de nascimento governo. Até 2030, espera-se que caia para 300 mil.

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Estudantes fazem prova em escola de Agua Negra, no México. Mudanças econômicas, sociais e demográficas levaram a uma queda da onda de imigrantes para os EUA
Mesmo em famílias maiores, como a Orozco - Angel é o nono de 10 filhos - o cálculo da imigração mudou. Atravessar a fronteira "mojado" (molhado ou ilegalmente) se tornou mais caro e mais perigoso, principalmente com os cartéis de drogas que dominam a fronteira. Ao mesmo tempo, oportunidades educacionais e de emprego têm se expandido no México. O Produto Interno Bruto e a renda familiar aumentaram mais de 45% desde 2000, segundo Roberto Newell, um proeminente economista. Apesar de todas as representações do México como "um Estado quase falido", ele argumentou, "o senso comum está errado".

A expansão significativa da imigração legal - auxiliada por autoridades consulares dos EUA - também está em andamento. O Congresso americano pode debater a reforma da imigração, mas no México vistos sem um limite de quantas pessoas podem entrar no país imposto pelo Congresso aumentaram entre 2006 e 2010, em comparação com os cinco anos anteriores.

Números do Departamento de Estado mostram que os mexicanos que se tornaram cidadãos americanos têm legalmente levado 64% mais parentes imediatos ao país, 220,5 mil entre 2006 e 2010, em comparação com os números dos últimos cinco anos. Os vistos turísticos também estão sendo concedidos em níveis muito maiores de cerca de 67% para 89%, enquanto os agricultores dos EUA têm legalmente contratado 75% mais trabalhadores temporários desde 2006.

Edward McKeon, a principal autoridade americana para assuntos consulares no México, disse ter se concentrado em tornar a travessia para os Estados Unidos mais fácil em um esforço para impedir que as pessoas optem por cruzar a fronteira ilegalmente. Ele até ajudou aqueles que viveram como ilegais anteriormente a superar proibições para entrar nos EUA.

"Se as pessoas estão tentando fazer a coisa certa, temos de enviar o sinal de que nós vamos recompensá-las", disse McKeon.

Anos difíceis

Quando o avô de Angel Orozco pensou em deixar o México em 1920, segundo sua família, ele fez uma pergunta elementar: Será que vai valer a pena?

Naquela altura, e nas próximas décadas, sim, era a resposta óbvia. Nas décadas de 20 e 30 - quando Paul S. Taylor chegou a Jalisco da Califórnia para seu estudo histórico da imigração mexicana - a região central do México prometia uma vida difícil. Empregos eram escassos e mal pagos. Apenas um em cada três adultos sabia ler. Famílias de 10, 12 e mesmo 20 pessoas eram comuns, e a maioria das crianças não frequentava a escola.

Comparativamente, os EUA pareciam uma terra de sonhos formada por tecnologia e riquezas: Taylor descobriu que os salários pagos pelas ferrovias, onde a maioria dos migrantes ilegais encontrava trabalho no início, eram cinco vezes o que se poderia ganhar nas fazendas de Arandas, município que inclui Agua Negra.

Membros da família Orozco ainda falam sobre os benefícios dessa primeira viagem. Parte das terras que a família ocupa hoje foi comprada com o lucro da sua passagem pelos Estados Unidos em 1920. Quando o pai de Angel, Antonio, foi para o norte para colher algodão nas décadas de 50 e 60 com um programa de trabalhadores temporários apelidado de "Bracero", que aceitou mais de 400 mil trabalhadores por ano no seu auge, trabalhar nos EUA fazia ainda mais sentido. A diferença de salários chegou a 10-1. Arandas ainda era de terra pobre.

Antonio, com poucos anos de escolaridade, foi um dos muitos que achavam que com costas tão fortes quanto a porta de madeira de uma igreja, ele poderia servir melhor sua família do outro lado da fronteira. "Eu enviava dinheiro ao meu pai para que ele pudesse construir sua casa", disse Antonio.

A situação legal naquela época significava pouco. Depois que o programa Bracero terminou, em 1964, Antonio chegou a voltar aos EUA sem documentação inúmeras vezes. A passagem era barata e trabalhos com duração de alguns meses ou um ano eram sempre abundantes. Então, quando seus sete filhos começaram a se tornar adultos, na década de 90, ele os encorajou a ir para o norte. Por volta de 2001, ele e dois de seus filhos foram para os EUA a trabalho - como parte daquela que é agora conhecida como uma das maiores ondas de imigração na história dos EUA.

Mas mesmo naquela época, a imigração ilegal já se tornava menos atraente. Em meados da década de 90, o governo Clinton colocou cercas e agentes federais para evitar a travessia nos corredores de passagem perto de Tijuana e Ciudad Juarez. Essas medidas, continuadas pelos presidentes George W. Bush e Barack Obama, ajudaram a elevar os preços do contrabando de cerca de US$ 700 no fim de 1980 para quase US$ 2 mil, uma década depois, e os custos continuam a subir, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos Comparativos de Imigração, da Universidade da Califórnia, San Diego. Isso também mudou o ponto de contrabando para áreas mais perigosas do deserto, perto de Arizona.

Antonio disse que os riscos foram sentidos em casa quando seu sobrinho Alejandro desapareceu no deserto de Sonora em 2002. Pai de um filho e com a mulher grávida de outro, Alejandro tinha sido prometido trabalho por um amigo. Demorou anos para que as autoridades encontrassem o corpo dele no árido sul de Tucson. Mesmo agora, ninguém sabe como ele morreu.

Mas para a família Orozco, o controle das fronteiras não era o grande problema. Andres Orozco, 28 anos, filho do meio que primeiro cruzou a fronteira ilegalmente em 2000, disse que embora os custos de contrabando e a criminalidade na fronteira ainda sejam preocupações, sempre há formas de evitar os agentes. Na verdade, apesar de a probabilidade de apreensão ter aumentado nos últimos anos, 92% a 98% dos que tentam atravessar conseguem, de acordo com Wayne A. Cornelius e seus colegas da Universidade da Califórnia, San Diego.

Progresso

Outro fator importante é o México em si. Nos últimos 15 anos, esse país, antes definido pela pobreza e pelas praias, o país progrediu política e economicamente de forma raramente reconhecida pelos americanos quando debatem a imigração. Mesmo longe do litoral ou do setor manufatureiro da fronteira, a democracia já está mais bem estabelecida, os rendimentos têm geralmente aumentado e a pobreza, diminuído.

Em Jalisco, a expansão da produção de tequila na década de 90 criou novos empregos para os agricultores e engenheiros nos alambiques. Outras empresas seguiram. Em 2003, quando David Fitzgerald, um especialista em imigração da Universidade da Califórnia, San Diego, veio a Arandas, ele descobriu que a disparidade salarial em relação aos Estados Unidos havia estreitado: no norte, os imigrantes estavam ganhando 3,7 vezes o que poderiam ganhar em casa.

Essa diferença foi recentemente reduzida de novo. A recessão cortou os salários dos imigrantes nos Estados Unidos, segundo o Centro Hispânico Pew, enquanto os salários têm subido no México, segundo dados do Banco Mundial. A qualidade de vida em Jalisco melhorou de outras maneiras também. Cerca de uma década atrás, apenas o grupo de sítios da família Orozco, na periferia de Agua Negra recebia eletricidade e água corrente. Novos dados do censo mostram uma ampla expansão de tais serviços: água e coleta de lixo, antes inexistentes fora das cidades, estão agora disponíveis para mais de 90% dos lares de Jalisco. Piso de terra agora é encontrado em apenas 3% das casas do Estado, uma queda em relação aos 12%registrados em 1990.

Ainda assim, a educação representa a mudança mais significativa. O censo mostra que em Jalisco, o número de escolas secundárias e escolas preparatórias aumentou. Os professores, em salas de aula cercadas por campos de agave azul, dizem que a matricula tem diminuído porque as famílias estão tendo menos filhos e, em vez de enviar trabalhadores para o norte, algumas famílias se mudaram para outras cidades mexicanas - uma tendência também encontrada em pesquisa de campo acadêmico. Cerca de metade dos estudantes agora avança para uma maior escolaridade, um aumento em relação aos 30% de uma década atrás.

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Maria Guadalupe prepara comida em sua casa, na região de Agua Negra, no México. Cada vez mais, mexicanos deixam de ter planos de viver nos EUA
"Eles estão se identificando mais com o México", disse o professor Agustin Martinez Gonzalez "Com mais educação, eles estão mais propensos a aceitar a realidade aqui e tentar torná-la melhor". Alguns especialistas concordam. Embora os mexicanos com Ph.D. "tendam a partir por salários maiores no exterior", se você tiver um diploma de faculdade você estará muito mais propenso a permanecer no México porque será mais valorizado no México", disse Jeffrey S. Passel, demógrafo do Centro Hispânico Pew.

Se essas tendências - especialmente a de crescimento econômico mexicano - continuarem durante a próxima década, disse Passel, as mudanças na dinâmica da imigração poderão se tornar ainda mais claras. "Até o momento em que os Estados Unidos precisarão dos trabalhadores novamente", disse ele, "e haverá menos deles disponíveis".

Território americano

Os EUA, é claro, não perderam seu apelo. O contrabando ilegal da América Central não diminuiu tão rapidamente quanto o do México, e até mesmo nas praças da cidade de Jalisco há encontros de homens na faixa dos 30 com tatuagens, bonés de beisebol e um desejo de trabalhar novamente na Califórnia ou em outro Estado. Bares com nomes americanos - vários adotaram Shrek - sinalizam um vaivém que pode nunca desaparecer.

Mas mais mexicanos estão agora viajando legalmente. Várias pessoas da família Orozco receberam vistos de trabalho temporário nos últimos anos. Em março, o pico da imigração em Jalisco, havia 15 pessoas de Agua Negra na fronteira esperando para atravessar.

"E 10 tinham vistos", disse Ramon Orozco, 30 anos, outro filho de Antonio, que trabalha no gabinete do governo na cidade depois de ter sido o primeiro de sua família a ir para a faculdade. "Alguns anos atrás, não haveria 100, quase nenhum deles com os documentos adequados".

Isso não é exclusivo para Agua Negra. A poucas cidades de distância, no santuário de Santo Toribio, o santo padroeiro dos imigrantes, as orações já não se concentram em pedir a Deus que ajude filhos, maridos ou irmãos na travessia do deserto. "Agora as pessoas estão rezando por documentos", disse Maria Guadalupe, 47 anos, uma voluntária de longa data.

Como isso aconteceu? Em parte, segundo os imigrantes, a vida ilegal nos EUA se tornou mais difícil. Leis que restringem os direitos dos imigrantes ilegais ou torna mais difícil para os empregadores contratá-los foram aprovadas passaram em mais de uma dúzia de Estados desde 2006. O mesmo boca a boca que costumava atrair as pessoas para o norte agora desaconselha a viagem. "Sem documentos, você só pensa em quando a polícia irá pará-lo ou que outros riscos que você vai enfrentar", disse Andres Orozco.

Andres, um amante de cavalos que dirige uma picape azul-petróleo do Texas, é um dos muitos Orozcos que agora depositam suas esperanças em um visto. E pela primeira vez em anos, as chances melhoraram.

Estimativas do governo mexicano mostram com base em dados de pesquisa que houve não apenas uma diminuição na imigração global, mas também um aumento na imigração com documentos legais. Em 2009, o ano mais recente para o qual existem dados disponíveis, 38% do total de cruzamentos testados, legais e ilegais, foram feitas com documentos. Em 2007, apenas 20% envolvia documentos.

Os dados do governo mexicano contabiliza tentativas de cruzar a fronteira e não pessoas - além disso, não diferencia entre categorias de vistos. Eles também não mencionam quanto tempo as pessoas ficaram, nem se todos os documentos eram válidos.

Defensores da imigração limitada temem que a emissão de vistos cria mais uma brecha que pode ser abusada. Até 2005, entre 40% e 50% dos imigrantes ilegais nos EUA entraram legalmente no país com visto e resolveram ficar, de acordo com o Centro Hispânico Pew.

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Fazendeiro trabalha em Canada de Negros, perto de Jalisco, onde novos empregos para agricultores têm reduzido a onda imigratória para os EUA
Dados populacionais mais recentes dos EUA, no entanto, não mostram nenhum aumento da população ilegal mexicana. Isso sugere que a maioria dos vistos temporários emitidos para os mexicanos - 1,1 milhões em 2010 - está sendo usada legitimamente mesmo conforme estatísticas americanas mostram claramente que as oportunidades de obtenção de vistos aumentaram.

Polêmica

No calor do debate sobre a imigração, no entanto, o tema continua a ser inevitavelmente divisório. Grupos pró-imigrantes, quando falam sobre a expansão da imigração legal, dizem que ainda pode não ser suficiente em um país onde os baby boomers estão se aposentando em massa.

Agricultores ainda se queixam que o programa de vistos de trabalho temporário é muito complicado e lida apenas com uma parte da demanda total. Em 2010, havia 1.381.896 mexicanos ainda à espera de uma resposta, positiva ou não, em relação a suas aplicações para obtenção de green card. E os Estados Unidos atualmente emitem apenas 5 mil green cards por ano em todo o mundo para que trabalhadores de baixa renda imigrem permanentemente, nos últimos anos, apenas alguns desses foram para mexicanos.

Por outro lado, Steven A. Camarota, demógrafo do Centro de Estudos para Imigração, em Washington, que favorece a redução da imigração, disse que o aumento da proporção de entradas legais fez pouco bem. "Se você acredita que existe uma concorrência significativa por empregos na base do mercado de trabalho, como eu, você sabe que isso não irá resolver o problema", disse Camarota. "Se você está preocupado com o custo fiscal da imigração não qualificada e tudo o que vem com vistos temporários e permanências não autorizadas, ou mesmo se não estiver, os mesmos problemas são suscetíveis de acontecer".

Pelos seus cálculos, os imigrantes não qualificados, como a família Orozco, têm ao longo dos anos ajudado a diminuir os salários por hora, especialmente para os jovens, trabalhadores não qualificados dos EUA. Os imigrantes também são mais propensos a depender da rede de bem-estar social aumentando os custos públicos, disse. O clã Orozco, no entanto, pode apontar para um futuro diferente.

Angel Orozco, como muitos outros jovens mexicanos, agora falam sobre os EUA não como um lugar para ganhar dinheiro, mas sim como um destino para se divertir e gastar dinheiro. Hoje ele é apenas um tímido calouro usando uma camiseta de marca americana e vivendo em um apartamento de dois quartos com uma bandeira mexicana e um rosário como decoração.

Mas seus sonhos são grandes e locais. Depois de se formar, ele espera trabalhar para uma empresa de manufatura em Arandas, o que parece provável, porque o diretor de sua escola diz que cerca de 90% dos diplomados encontram emprego na sua área. Então, Angel disse, ele será capaz de comprar o que realmente quer: um brilhante novo Camaro vermelho, nos EUA.

*Por Damien Cave

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