Universidade de NY recruta alunos para campus no Oriente Médio

Estudantes de 39 países começaram a ter aulas em Abu Dhabi em setembro

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Laith Aqel, um dos oradores na formatura de sua classe do ensino médio em Wayne, Nova Jersey, diz que sempre se imaginou num campus universitário clássico da Nova Inglaterra, com "arquitetura gótica e grandes gramados".

Ele recebeu e comparou ofertas da Universidade Tufts, do programa de honra da Faculdade de Boston e da Universidade de Nova York.

Mas quando for para a faculdade no outono, ele viajará 6.900 milhas até Abu Dhabi, no Golfo Pérsico.

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Foto sem data mostra campus da Universidade de NY em Abu Dhabi

É ali que a Universidade de Nova York irá abrir seu mais novo campus em setembro, com uma aula inaugural para 150 estudantes calouros de 39 países, algo muito distante do antigo ideal de Aqel.

Aqel, cujos pais imigraram da Jordânia quando ele era bebê, fará parte de um experimento arriscado no ensino superior - o que os especialistas estão chamando de possivelmente a primeira universidade verdadeiramente internacional, com ótimos alunos e professores de todo o mundo.

As faculdades americanas há muito têm campus no exterior e programas internacionais, nos quais os alunos passam um ou dois semestres.

Mas depois de anos de planejamento, John Sexton, presidente da Universidade de Nova York, está prestes a abrir as portas para um projeto mais ambicioso: uma universidade de pesquisa de artes liberais com quatro anos de duração em Abu Dhabi, que eventualmente terá 2 mil alunos de graduação e compartilhará uma ilha com filiais futuras dos museus do Louvre e Guggenheim.

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Americana Erin Meekhof será uma das estudantes da Universidade de NY em Abu Dhabi
A nova instituição atraiu mais de 9 mil candidatos e aceitou menos de 200. Eles são um grupo de elite.

Os estudantes de Abu Dhabi têm uma média verbal no exame geral do ensino médio americano (SAT) de 715 e uma pontuação média em matemática de 730, a par com as universidades da Ivy League. Quase 90% são bilíngues.

Mas o projeto traz riscos. Enquanto Abu Dhabi é um Estado muçulmano relativamente moderno e multicultural, atos homossexuais são ilegais e a internet é censurada.

Além disso, não há nenhuma garantia de que os recursos aparentemente ilimitados de seu governo, rico em petróleo, existirão para sempre.

Mas o governo de Abu Dhabi se comprometeu a pagar por todo o projeto da Universidade de Nova York, embora nem ele nem a universidade tenham detalhado seu preço de execução.

E o emirado tem abraçado a visão da Universidade de Nova York de uma instituição de artes liberais, com pleno acesso a ideias, livros e internet.

"Eles acreditam que Abu Dhabi pode se tornar, e irá se tornar, uma das capitais de ideias do mundo - uma cidade do mundo", disse Alfred H. Bloom, vice-reitor da Universidade de Nova York Abu Dhabi e ex-presidente do Swarthmore, recrutado por Sexton.

Por Lisa W. Foderaro

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