Unido em campanha, Tea Party tem divisão em questões de governo

Membros do grupo conservador divergem sobre projeto de lei que prevê cupons para famílias pobres que buscam melhores escolas para filhos

The New York Times |

Quando grupos do movimento Tea Party celebraram suas vitórias na Pensilvânia, em novembro – quando ajudaram na conquista do cargo de governador e de algumas cadeiras do Legislativo – parecia que uma de suas prioridades, a legislação pela escolha de escolas, passaria com facilidade.

Mas em vez disso, o projeto de lei, que proporcionaria cupons para as famílias pobres que querem melhores escolas para seus filhos, gerou o que um ativista do Tea Party chama de "luta dentro da família."

The New York Times
O parlamentar republicano Curt Sonney (C) em encontro com Ana Puig e Anastasia Przybylski (E), que se opõem à lei
Grupos do movimento Tea Party que se opõem ao projeto de lei o chamam de um resgate de escolas ruins. Eles acusam os que apoiam o projeto - que é respaldado por um poderoso grupo de Washington que ajudou a cultivar o movimento Tea Party - de se vender para o tipo de política de sempre ao qual o movimento foi fundado para se opor.

Os defensores dizem que os adversários não conseguem entender que política muitas vezes significa fazer acordos.

A Pensilvânia foi um terreno fértil para o início de movimento Tea Party. Em abril de 2009, Anastasia Przybylski, uma mãe do Condado de Bucks, realizou um protesto contra a lei de estímulo federal.
Ela e seus co-organizadores enviaram informações sobre o evento para o FreedomWorks, um grande grupo de Washington liderada por Dick Armey, ex-líder republicano na Câmara. O FreedomWorks tinha contatos suficientes no Estado e decidiu realizar sessões de formação para ativistas do movimento Tea Party da Pensilvânia.

O FreedomWorks defendeu uma abordagem de muita pressão para vencer a qualquer custo, aconselhando os ativistas a usar a zombaria, o agito e a perturbação para conseguir o que queriam. O FreedomWorks esperava que o apoio de Przybylski e de outra ativista Ana Puig daria ao projeto de lei alguma credibilidade popular.

Mas muitos grupos do movimento Tea Party se opuseram, dizendo que o projeto de escolha da escola viola os princípios pelos quais têm lutado, principalmente o princípio libertário de que o governo não pode tomar a propriedade de uma pessoa contra sua vontade para o benefício de outra pessoa.

"Isso cria luta de classes", disse Sharon Cherubin, uma ativista do Condado de Lancaster que ensina seus filhos em casa. "É justo que a família de um Zé Ninguém ganhe um centavo acima do nível da pobreza e seus pais tenham de sacrificar tudo e trabalhem em quatro empregos, enquanto o cara do lado pega uma carona de graça?"

Em uma reunião em abril, o presidente do FreedomWorks, Matt Kibbe, chamou os opositores do projeto de lei "reclamões", incitando um confronto.

E agora, com o fim da sessão legislativa nesta semana, duas forças ativistas do movimento Tea Party têm trabalhado no Capitólio do Estado. "Não podemos, como uma organização do movimento Tea Party, permitir que alguém fale por nós", disse Lisa Esler, uma ativista do movimento Tea Party que se opõe ao projeto de lei. "Essa é a lição”.

*Por Kate Zernike

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