reconhecer formalmente a Ossétia do Sul e a Abkhazia, diplomatas russos começaram a tarefa delicada de encontrar um consenso sobre a crise entre a Rússia e a Geórgia antes da reunião de emergência da União Européia (UE) no dia 1º de setembro." / reconhecer formalmente a Ossétia do Sul e a Abkhazia, diplomatas russos começaram a tarefa delicada de encontrar um consenso sobre a crise entre a Rússia e a Geórgia antes da reunião de emergência da União Européia (UE) no dia 1º de setembro." /

União Européia pensa com cuidado em seu próximo passo na crise da Geórgia

PARIS ¿ Mesmo enquanto incentivavam os líderes russos a rejeitarem os pedidos do Parlamento de http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/26/russia_reconhece_independencia_da_ossetia_do_sul_e_da_abkhazia_1598591.htmlreconhecer formalmente a Ossétia do Sul e a Abkhazia, diplomatas russos começaram a tarefa delicada de encontrar um consenso sobre a crise entre a Rússia e a Geórgia antes da reunião de emergência da União Européia (UE) no dia 1º de setembro.

The New York Times |

Os europeus concordam que a Rússia exagerou ao ataque da Geórgia na Ossétia do Sul e que o país não obedeceu ao acordo de cessar-fogo que acabou com o conflito. Mas eles discordam sobre o que fazer a respeito, com pouca influência sobre o Kremlin, especialmente quando se trata do Cáucaso.

Oficiais europeus acreditam ter um papel diplomático importante, entretanto, porque a Rússia não considera a administração Bush, principal aliada do presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, como um líder honesto.

Para apoiar Saakashvili, o presidente Bush enviará o vice-presidente Dick Cheney à Geórgia na semana que vem, a Casa Branca anunciou na segunda-feira. Cheney, considerado um forte apoiador do líder georgiano e da independência do país, também irá para o Azerbaijão e Ucrânia, que, como a Geórgia, são ex-Estados soviéticos com ligações próximas com o Ocidente.

Cheney também visitará a Itália, onde o primeiro-ministro Silvio Berlusconi ¿ como os líderes da França, Alemanha, Bélgica e outros países europeus ¿ pretendem manter uma boa relação com seu vizinho Moscou.

Diferenças internas

Em contraste, países da Europa Central, como a Polônia, apoiados pelos países nórdicos, como a Holanda e a Grã-Bretanha, querem uma posição de maior confronto com a Rússia, para mostrar à Moscou que a agressão tem custos. Mas o velho continente quer ajudar a Rússia a sair dessa posição desconfortável e não criar uma hostilidade de longo prazo com um país que tem uma forte relação energética, cultural e comercial com a Europa.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou o encontro da UE no domingo, depois de alertar Moscou que o mesmo só aconteceria se o acordo de cessar-fogo fosse obedecido. A reunião tem o objetivo de servir de alerta à Rússia para manter seu compromisso, disse um oficial francês que, seguindo protocolo diplomático, falou sob anonimato. Mas ainda não está claro qual será a unidade encontrada pelo bloco europeu em como persuadir a Rússia de recuar de seu conflito.

Um método pressionado pelos franceses é colocar monitores europeus e observadores nas zonas de segurança ao redor da Ossétia do Sul e Abkhazia. Isso protegeria civis e ajudaria a convencer a Rússia e a Geórgia que o conflito militar deve acabar.

Sob o acordo de cessar-fogo, todas as tropas devem retornar às suas posições antes da luta, e as forças de paz russas previamente posicionadas em territórios étnicos têm a permissão de patrulhar nas zonas de segurança ¿ mas não de montar posições fixas, como os russos fizeram. Mesmo essas patrulhas terão que acabar quando os monitores internacionais chegarem aos seus devidos locais.

A Europa deve tentar medidas para facilitar a retirada russa das zonas de segurança, que são verdadeiros pontos importantes para Moscou, disse Charles Kupchan, membro do Conselho de Relações Internacionais e professor do assunto na Universidade Georgetown.

A Rússia não quer se retirar de áreas no território da Geórgia que podem servir de base militar para seu Exército. Então, ao pensar em como fazer o plano de Sarkozy dar certo, qualquer coisa que a UE possa fazer para separar as forças e criar um cordão de isolamento para a diplomacia seguir em frente já será um avanço.

Planos divididos

Mas um consenso entre os 27 países é difícil de alcançar, não apenas com declarações, mas em ações a serem tomadas.

A UE sempre teve dificuldade em falar com uma única voz, disse Kupchan. O consenso nessa crise será muito difícil de alcançar. Na Europa Central, há uma noção de eu avisei, a Rússia, mais uma vez, é um Estado agressor. E na parte Ocidental, há uma visão mais complicada da guerra na Geórgia e um desejo de chegar a conclusão que é hora de erguer as barricadas e conter a Rússia.

E alguns governos europeus também estão divididos. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel, que lidera uma grande coalizão com a esquerda e cresceu no lado Oriental do país, apóia uma reação relativamente dura contra Moscou. Mas seu ministro das Relações Exteriores, do Partido Social Democrata, Frank-Walter Steinmeier, acredita em uma política mais confortável.

A Europa também está dividida se uma potencial integração da Geórgia e Ucrânia na Otan deveria ser acelerada ou adiada. Em abril, a França e a Alemanha se opuseram à Washington e às nações da Europa Central e se recusaram a deixar a Otan dar o Plano de Ação para Integração para ambos os países. O assunto será discutido novamente me dezembro, e as nações contrárias estarão ainda mais convencidas de que não é a hora certa.

- Steven Erlanger


Mapa da Geórgia

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