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AVIGNON, França - Ministros do exterior da Europa se encontraram informalmente durante o final de semana no palácio de onde Papas já governaram, mas a conversa gerou em torno da Terceira Roma, como os russos gostam de chamar Moscou.

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 Uma delegação da União Europeia, liderada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, deve ir a Moscou nesta segunda-feira para se encontrar com o presidente russo, Dmitri A. Medvedev. O objetivo principal da missão será fazer com que a Rússia retire suas tropas da Geórgia e finalmente cumpra os seis pontos do acordo de cessarfogo negociado pelos dois no mês passado.

Mas o clima era de dúvida de que a missão desta segunda-feira,  delegada num encontro de emergência da União Europeia sobre a crise na Geórgia há uma semana, gere resultados concretos e significativos.

Uma autoridade francesa de alto escalão disse que a missão pode não  resolver toda a crise mas tem dois objetivos. O primeiro é a retirada de tropas do que os diplomatas chamaram de "própria Geórgia", partes do país que ficam além da fronteira com a Ossétia do Sul e Abkházia, os dois enclaves étnicos que as tropas russas invadiram e que a Rússia  rapidamente reconheceu como independentes.

O segundo é persuadir os russos a concordarem com um grupo de  monitoramento da União Européia, como o acordo de cessarfogo exigia, e estabelecer sua área de ação.

Cerca de 200 monitores, idealmente com mandato na ONU, iriam  substituir as forças de paz russas na zona de segurança fora dos dois  enclaves e em outras regiões disputadas e permitir que as tropas  russas se retirem, como concordado, a posições que mantinham antes da crise, que teve início no dia 7 de agosto.

Mas a Rússia deve insistir no envolvimento da Organização para  Segurança e Cooperação na Europa, na qual tem mais influência.

Então, de acordo com o cessar-fogo, terá início a negociação do status da Ossétia do Sul e Abkházia, apesar destes detalhes ainda não estarem  claros.

O termo "própria Geórgia" foi frequentemente usado neste final de  semana para descrever o país fora dos enclaves. "Eu concordo que é um termo perigosos", afirmou o ministro do exterior da Polônia, Radoslaw Sikorski. "Mas os fatos foram impostos no local"

Por STEVEN ERLANGER


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