Um ano ruim para anúncios na mídia e uma perspectiva ainda pior para 2009

O registro de falência do Tribune Co., nesta segunda-feira, 8, enfatizou que, durante a recessão, a mídia está sofrendo sobretudo nos mercados locais - especialmente de jornais.

The New York Times |

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Os anunciantes já estão especulando sobre a possibilidade de os gastos declinarem por dois anos consecutivos pela primeira vez desde a Grande Depressão.

Os efeitos da crise financeira, que intensificou a angústia dos anunciantes desde que a recessão começou em dezembro do ano passado, certamente estão sendo sentidos amplamente pela televisão, revistas, TV a cabo e outros tipos de mídia. Mas particularmente os jornais estão sentindo um grande golpe com o colapso.

Muitos executivos que falaram na conferência anual de mídia em Midtown Manhattan, evento patrocinado pela UBS, divulgaram dados que prevêem os declínios nos gastos em anúncios em 2009.

Outro sinal do quão ruim os resultados têm sido para os jornais é que a UBS cancelou uma apresentação dos gastos do anúncio em jornais, nesta segunda-feira, 8, primeira manhã da conferência. Tais apresentações já foram a atração principal do evento, formalmente chamado de Global Media and Communications Conference; o evento deste ano, que continua até quarta-feira, é a 36ª conferência anual.

Para os Estados Unidos, a ZenithOptimedia está prevendo um declínio nos gastos com anúncios de 3,8%, neste ano, em comparação com 2007, e um declínio de 6,2% em 2009, em comparação com 2008.

Uma razão para o grande declínio no ano que vem é a queda da demanda por espaços de anúncio em jornais, em comparação com a relativamente robusta demanda por espaços em anúncios de televisão, disse Steve King, executivo-chefe da ZenithOptimedia, unidade da Publicis Groupe.

Estamos em tempos turbulentos e desafiadores, disse, o que resulta em uma grande queda nos gastos com anúncios.

King ofereceu um raio de esperança para a indústria do anúncio e da mídia. Não significa também que todo mundo tenha desistido, disse. As pessoas ainda estão tentando vender bens e serviços.

Mídias locais

No entanto, o analista da UBS que discursou na conferência, Matthieu Coppet, alterou o declínio que ele estimava nos gastos com anúncios. Antes ele previa um declínio para o próximo ano de 5,9% em comparação com 2008, nos Estados Unidos; mas ele alterou o declínio para 8,7%, principalmente, porque os anúncios locais poderiam cair perto de um nível de dois dígitos.

Coppet está prevendo que os gastos locais com anúncios em jornais em 2008 podem cair 9%, em comparação a 2007 e 21%, em 2009.

Para os jornais em geral ¿ anúncios locais e nacionais, nos Estados Unidos e em outras regiões do mundo ¿ o declínio que Coppet está prevendo, de acordo com seu relatório, é o pior da história.

Martin Sorrel, executivo-chefe da WPP, disse que acreditava que a recuperação da economia não aconteceria antes de 2010.

Próximo ano

Embora haja probabilidade de haver mais pressão na primeira metade do que na segunda metade de 2009, disse Sorrel, as previsões de recuperação para o segundo semestre são otimistas.

O mundo real não irá mudar para melhor até 2010, acrescentou ele, quando a ambição superar o medo novamente.

Os gastos com anúncios nos Estados Unidos neste ano estão sendo realmente destruídos pelo extremo cuidado em gastar no nível local, de acordo com outro discurso na conferência, de Robert J. Coen, vice-presidente sênior e diretor de projetos da Magna em Nova York, uma unidade de serviços de mídia da Interpublic Group of Companies.

Ele prevê um declínio de 16% nos gastos com anúncios em jornais locais, em 2008, em comparação com o ano passado. E pela comparação, Coen está esperando que os gastos com anúncios na televisão local em 2008 caiam 9% em relação a 2007; e as páginas amarelas locais, 3%; e outras mídias locais, 0,5%.

Por STUART ELLIOTT

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